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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Capitão Bruno Almeida será tranferido para o 4º Batalhão da PM, em Humaitá

Bruno Almeida é transferido para Humaitá e permanece em unidade militar enquanto audiência de custódia é aguardada; defesa do capitão garante colaboração e espera provar sua inocência


Na manhã desta sexta-feira (15), o Capitão Bruno Almeida, da Polícia Militar de Boca do Acre, apresentou-se voluntariamente às autoridades após a expedição de um mandado de prisão contra ele, resultado de uma operação realizada pelo Ministério Público do Amazonas, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação, deflagrada na última quarta-feira (13) com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil, investiga uma rede de associação criminosa envolvendo policiais militares, um policial civil e civis, suspeitos de diversos crimes no interior do estado.

Almeida será transferido para a cidade de Humaitá, onde ficará recluso no 4º Batalhão da PM, evitando, assim, um presídio comum, medida que segundo as autoridades garante mais segurança e melhores condições de custódia para o oficial. A defesa do capitão, representada pelo advogado Elias Adriel, afirmou que o cliente está totalmente disposto a colaborar com as investigações e se diz confiante na inocência de Almeida.

Operação
A operação do Gaeco tem como foco principal a desarticulação de uma suposta associação criminosa em que estariam envolvidos policiais e agentes públicos do interior do Amazonas. Os crimes investigados incluem associação criminosa, furto qualificado, falsidade ideológica, peculato e corrupção passiva. Segundo o Gaeco, os suspeitos estariam utilizando suas funções para obter vantagens ilícitas, desviando recursos públicos e operando esquemas de “rachadinhas” — desvio de parte dos salários de subordinados — dentro das corporações.

Apreensões
Durante a operação, as autoridades apreenderam mais de R$ 30 mil em espécie, bens de luxo em um condomínio de alto padrão em Manaus e materiais suspeitos de serem entorpecentes. Além disso, medidas assecuratórias no valor de R$ 1 milhão foram determinadas pela Justiça, visando cobrir os danos financeiros causados ao Estado do Amazonas.

Próximos passos
Com a audiência de custódia marcada para os próximos dias, Elias Adriel afirmou que a defesa espera que esse primeiro contato com o Judiciário apresente resultados favoráveis ao capitão Bruno Almeida. O advogado argumenta que Almeida, embora afastado de suas funções como comandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), ainda mantém o cargo de capitão e reitera seu compromisso de transparência e cooperação com as autoridades.