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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Candidato Marcus Alexandre apresenta propostas na FIEAC

Candidato Marcus Alexandre apresenta propostas na FIEAC

“Sei que muitos não vão acreditar nisso, mas é preciso pagar para ver”, garantiu Marcus Alexandre, candidato ao governo do Estado pela Frente Popular, ao mencionar que, sendo eleito, criará o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado. Na última sexta-feira, 24 de agosto, ele apresentou, na Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), para empresários dos mais diversos segmentos do setor produtivo, suas propostas e plano de governo.

De acordo com ele, só há uma saída para o déficit previdenciário que, segundo o próprio, é o grande desafio da próxima gestão: o crescimento da economia. Daí a importância do Conselho para ajudar o governador a tomar as melhores decisões, além de criar um ambiente de diálogo permanente com o Gabinete, como também a reestruturação da Sedens (Secretaria de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis). “Também defendemos o protagonismo dos empreendedores. O governo não atuará na construção de plantas industriais. Isso, para mim, é uma premissa do nosso governo. Nosso foco será o protagonismo empresarial para as plantas já construídas”, estabeleceu.

Também o candidato reafirmou compromisso com o Programa de Compras Governamentais para incentivar as indústrias locais, como também defendeu imediata revisão da legislação da Copiai. “Teremos que ter coragem de enfrentar o debate com o Tribunal de Contas, pois há indústrias que investiram 10, 20, 30 milhões de reais em um imóvel que foi concedido e hoje, mais de 10 anos depois, o empresário ainda não tem o título desse imóvel. Além do ICMS, que mesmo diante de tantas crises, a Secretaria da Fazenda está cobrando o crédito que chega da indústria, penalizando-os pela conjuntura que todos nós tivemos. Não se pode transferir toda a culpa para o setor empresarial”, argumentou.

Em nome do setor de alimentos, o presidente do Sinpal, José Luiz Assis Felício, comentou sobre as expectativas dos empresários da área para uma de suas maiores riquezas, que é a castanha local. “Temos, hoje, usinas preparadas para beneficiar essas castanhas. Gostaríamos de propor uma lei que toda castanha nossa saia daqui beneficiada, pois seria uma grande riqueza nossa com maior valor agregado”, sugeriu.

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Geração de empregos

A presidente do Sindicato de Confecções, Raimundinha Holanda, por sua vez, levantou a preocupação com o segmento que representa. “Há uns dois anos estamos trabalhando no projeto de criação de um polo de confecção. Gostaríamos que o próximo governo desse uma atenção especial a ele, pois nós representamos um setor que gera muito emprego”, ressaltou. O empresário Carlos Afonso Cipriano, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), atesta que o segmento que representa tem grande importância para a sociedade.

“A construção civil dá guarida aos que mais precisam, aos que não tiveram condições de se especializar. Sem mencionar que ele fomenta todos os demais setores. É dinâmico. Baseado nessa importância, sugiro ao candidato que fosse destinado um percentual da arrecadação do ICMS em prol deste setor. Não importa o valor, o que nos for repassado já nos ajudará muito”, propôs. De seu lado, o candidato se comprometeu em analisar todas as propostas e sugestões, garantindo a busca de melhores condições de negócios ao setor produtivo local.

Para a presidente da FIEAC em exercício, Adelaide de Fátima Oliveira, é de grande importância receber os candidatos para poder conhecer suas propostas de governo. “Todos sabem que sempre recebemos os candidatos na época das eleições, pois é fundamental que os empresários possam conhecê-los, avaliá-los e fazer a melhor escolha para o setor empresarial”, finalizou.