O câncer de cólon e reto é terceiro tipo de neoplasia que mais acometeu os homens brasileiros em 2018. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram 17.380 diagnósticos, o número representa 8,1% do total de novos casos de câncer em pessoas do sexo masculino em um ano.
Entre as mulheres, o câncer de cólon retal ocupa a segunda posição no ranking, ficando atrás apenas do câncer de mama. Foram 18.980 mulheres diagnosticadas no ano passado, o número corresponde a 9,4% do total de novos casos confirmados somente em 2018.
Os dados referentes à mortalidade em função da doença, também revelam índices altos. De acordo com o Inca 8.163 homens morreram, em 2015. Este foi o quarto tipo de câncer que mais matou pessoas do sexo masculino naquele ano.
Já entre pessoas do gênero feminino, o câncer de cólon, reto e ânus foram os responsáveis pela morte de 8.533 delas, este foi o terceiro tipo da neoplasia que levou mulheres a óbito em 2015, em todo o país.
A importância do diagnóstico precoce
De acordo com o instituto do câncer, a maioria do câncer colorretal se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma desordenada sem apresentar qualquer sintoma. Por esse motivo, a detecção precoce é fundamental. “Quanto mais cedo é diagnosticado, maiores as chances de cura da doença”, diz o instituto.
A maior parte se desenvolve lentamente por vários anos. Antes de ser um câncer a doença começa como um crescimento de tecido, geralmente um pólipo não cancerígeno, no revestimento interno do cólon ou do reto. Um tumor é um tecido anormal e pode ser benigno ou maligno.
Foi o caso do advogado José de Arimateia, ele descobriu a doença recentemente, após passar por um período acreditando que sofria de problemas intestinais. Segundo ele, sentia dores, tomava remédio e aliviava, e depois os sintomas reapareciam.
“É um câncer que acomete muitos homens, é difícil descobrir porque os sintomas são comuns, eu passei por isso, fui para o gastrologista, eu não sinto muita dor, cheguei a tomar remédio para infecção intestinal porque dá desconforto ao evacuar”, relata.
De acordo com ele o laudo só veio no início do ano. “Eu recebi o laudo em janeiro, em dezembro eu fiz a primeira colonoscopia e deu uma imagem muito agressiva, mais o laudo definitivo mesmo só veio no dia 27 de fevereiro. Fiz alguns exames e não deu resultado, até que o médico recolheu material fiz uma segunda biópsia que confirmado a malignidade”, conta.
Preconceito dificulta a busca de homens por atendimento
Arimateia relata que após ser diagnosticado com o problema, sentiu a necessidade de falar sobre o assunto para que mais homens procurem atendimento médico.
“Alguns homens não fazem porque tratam a colonoscopia e esses exames mais ligados à área retal com o preconceito machista, e só vão quando não tem mais jeito. Até pensei em trabalhar uma campanha nessa linha de conscientização”, ressalta.
O advogado ressalta a importância de procurar atendimento médico o quanto antes. “A questão principal que eu quero lembrar para os homens de 40 a 50 anos é que a saúde tem que estar em primeiro lugar, e por causa de machismo e orgulho você não pode perder o que a vida tem pela frente”, destaca Rodrigues.
Campanha de amigos para ajudar no tratamento
Para iniciar o tratamento Rodrigues, que faz assessoria jurídica pra prefeitura de Rio Branco, ira de afastar do trabalho para se dedicar ao processo de combate à doença. Pensando em ajudar, um grupo de amigos resolveram fazer uma campanha de doação para ajudar nos gastos com o tratamento.
A campanha #todospeloArimateia visa arrecadar fundos para custear o tratamento, uma vez que os remédios tem custo elevado. Quem quiser contribuir pode fazer doação de qualquer valor, para conta; 113.466-3; Agencia; 8.125-6, em nome de José Rodrigues de Arimateia (Banco do Brasil).




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