Rio Branco
24°C
sábado, 25 de julho de 2026
05:23

Câmara Municipal cobra fortalecimento de políticas públicas no combate a violência contra a mulher

Atendendo a requerimento da vereadora Lene Petecão, a Câmara Municipal de Rio Branco realizou na terça-feira, 25, uma Tribuna Popular no qual debateu os impactos socioambientais na saúde da mulher negra. Na oportunidade, a Casa Legislativa recebeu a coordenadora-geral, bem como a diretora de finanças da Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha e Amine Carvalho, respectivamente.

Ao destacar a importância do debate, a vereadora Lene Petecão falou sobre o fortalecimento de políticas públicas para combater a violência contra as mulheres. 

“Almerinda foi muito objetiva quando citou que essa foi objetiva cultura do ódio nos atinge todos os dias. Diariamente vemos notícias de mulheres que foram assassinadas, estupradas, violentadas, mandadas embora de casa, enfim. Quando uma mu8lher se levanta e comelar a trabalhar, incomoda a um homem”, disse a vereador ao pontuar ainda que 53% da capital acreana são compostas por mulheres e que apesar dessa margem as políticas públicas ainda são insuficientes.  “Não humilhamos por políticas públicas e isso é inadmissível dada à gravidade da situação”, falou. 

A coordenadora-geral da Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha, destacou a união das mulheres no combate a violência de gênero. 

E acrescentou: “Fomos criados nessa cultura de que quem manda é o homem, e que a mulher tem que ser submissa, obediente, caseira, está errado esse pensamento. A mulher é cidadã tal qual o homem e deve ser produtiva no mercado de trabalho, nas relações familiares, sociedade. Essa humilhação traz a objetificação do corpo da mulher, então, muitas vezes os homens se sentem donos e qual ela não quer mais, matam. Eles não têm o direito de fazer isso”, pontuou.

Almerinda ressaltou a falta de fiscalização das leis. “Existem leis que garantem os direitos das mulheres e que não são cumpridas. A prefeitura, por exemplo, teria que ter uma Secretaria da Mulher, Casa de Abrigo, ou seja, políticas efetivadas e, infelizmente, não tem”. Disse mais: “essa fragilidade econômica das mulheres as faz depender e muito do companheiro. Se ela tivesse sua forma de ganhar dinheiro, seu sustento, não teria tanta dependência e quando visse que estava em zona de risco, teria condição de se defender melhor”, complementou. 

A professora Amine de Carvalho endossou a fala da colega de associação. Ela ressaltou a preocupação com as gerações futuras dentro da cultura do ódio. “Me preocupa muito isso, pois, hoje, vivemos tempos ruins com a propagação dessa cultura de ódio. Infelizmente, se não fizermos nada agora a tendência é piorar. Precisamos nos levantar e acabar com esse extermínio de mulheres (…) estamos a mercê de políticas que não estão sendo realizadas no município.