Produtores rurais, extensionistas, agentes de instituições de fomento à produção, estudantes e outros públicos podem conhecer mais sobre a cultura do café no Acre, na Expoacre, feira agropecuária e de negócios do Estado que acontece até o dia 7 de agosto. A Embrapa participa do evento com alternativas tecnológicas para melhorar a produção e a qualidade de cafés clonais, conhecidos como Robustas Amazônico, e uma agenda de capacitação na cultura, além de tecnologias para outras cadeias produtivas locais. A 47ª edição da Expoacre acontece no período de 30 de julho a 7 de agosto, no Parque de Exposições de Rio Branco.
A Empresa está presente no “Caminhos do Agro”, espaço que reúne instituições que atuam com agropecuária e onde o público pode conferir experiências práticas com as principais cadeias produtivas do Acre: mandiocultura, fruticultura, cafeicultura, avicultura, ovinocultura, piscicultura e pecuária, além de uma trilha ambiental com informações sobre a produção de borracha, mel e educação ambiental.
Uma equipe técnica da Embrapa vai auxiliar o público no acesso a informações sobre variedades de cafés clonais, os sistemas de produção de abacaxi, maracujá e banana recomendados para o Acre e as geotecnologias para o setor florestal. “Os visitantes também vão conhecer o ZARC Plantio Certo, aplicativo que indica as melhores épocas para plantio de lavouras agrícolas, e o Ambiente Virtual de Aprendizagem da Embrapa (e-Campo), onde poderão conferir os cursos disponíveis e se inscrever nos temas de interesse”, explica Fernando Malavazi, chefe-adjunto de transferência de tecnologias.
Outro destaque da Embrapa são as variedades de amendoim forrageiro BRS Mandobi, propagada por sementes, e BRS Oquira, propagada por mudas, recomendadas para o consórcio com pastagens na Amazônia. “O amendoim forrageiro é uma leguminosa rica em proteína e bastante resistente ao pisoteio do gado. Além de divulgar as variedades desenvolvidas pela pesquisa, para diferentes públicos, o objetivo é chamar a atenção para novas parcerias que podem ajudar a ampliar o uso dessas tecnologias”, ressalta Malavazi.
Curso e palestras
Como parte da programação da Feira, a Embrapa Acre, em parceria com a Embrapa Rondônia, Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AC) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), realiza o curso “Atualização no Sistema de Produção de café Robustas Amazônicos”, entre os dias 4 e 5 de agosto.
O objetivo da capacitação é preparar extensionistas envolvidos com a cadeia produtiva do café no Acre, para atuarem como multiplicadores de conhecimentos tecnológicos junto a comunidades rurais que trabalham com a cultura do café. Serão abordados diferentes aspectos – da implantação da lavoura à produção de cafés especiais. A atividade encerra com aula prática, na sexta-feira, dia 5, em uma propriedade rural do Ramal Granada, em Acrelândia, onde os participantes poderão conferir características dos cafezais e particularidades do manejo da cultura.
O público também conta com palestras sobre as tecnologias para o sistema de produção de cafés clonais Robustas Amazônicos, realizadas no auditório do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), por pesquisadores do Acre e Rondônia. “As capacitações integram um conjunto de ações para formação de um circuito tecnológico da cafeicultura no Acre, com o objetivo de incentivar o cultivo no Estado e melhorar a cultura em seus diferentes aspectos para elevar a produtividade das lavouras e a qualidade do grão”, afirma Malavazi.
Cafés Robustas Amazônicos
O cultivo de café é uma atividade em franca expansão no Acre. Estudos de aptidão agrícola mostram a existência de áreas prioritárias para a cultura nas diferentes regionais do Estado (Alto Acre, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá), com destaque para o município de Acrelândia, que concentra a maior área plantada. Muitas propriedades rurais acreanas, que ainda contam com lavouras de café implantadas por sementes, materiais que apresentam alta variabilidade genética e baixa produtividade, estão substituindo os antigos cafezais por novas variedades de café clonal. Entre as variedades plantadas estão os Robustas Amazônicos, cafés clonais híbridos, resultantes do cruzamento de plantas de café Canéfora dos grupos Robusta e Conilon.
A Embrapa testou e recomendou 10 cultivares de cafés Robustas Amazônicos em diferentes Estados da Amazônia, com o objetivo de fortalecer a cafeicultura na região. No Acre, as pesquisas aconteceram entre 2012 e 2019, em Acrelândia, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A chegada ao Estado, de viveiristas credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem facilitado o acesso dos produtores aos cafés clonais. Por serem adaptados ao clima e solo da região, esses cafés são mais produtivos e representam uma alternativa de renda também para agricultores familiares.


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