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domingo, 5 de julho de 2026
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Brasil possui 25% das áreas florestais do mundo com potencial de restauração natural

Área maior que o México poderia ser regenerada naturalmente, sem custos de plantio manual; Brasil, Indonésia, China, México e Colômbia representam 52% desse potencial

Reverter o desmatamento é urgente e desafiador. Em algumas situações, um investimento planejado é necessário para recuperar áreas devastadas. Em outras, é possível deixar a vegetação se recuperar por si só.

Um estudo de cientistas do Brasil, Austrália e Estados Unidos, publicado na Nature, mostra que 215 milhões de hectares no mundo – uma área maior que o México – têm potencial para regeneração natural de florestas. Este potencial representa um sequestro de carbono de 23,4 gigatoneladas ao longo de 30 anos.

Brasil, Indonésia, China, México e Colômbia representam 52% desse potencial. No Brasil, 55 milhões de hectares de florestas podem se regenerar sem manipulação humana direta, uma área equivalente à Bahia e pouco mais de 25% do total mundial.

Brooke Williams e Robin Chazdon, autoras da pesquisa, explicam que a regeneração natural exige condições ambientais específicas. As florestas tropicais, pela sua biodiversidade e rápido crescimento, levam vantagem.

“As florestas tropicais são essenciais devido à sua biodiversidade única e aos serviços econômicos, culturais e recreativos que fornecem. Elas crescem mais rápido que outras florestas e muitas dessas áreas já foram desmatadas e degradadas”, detalham as pesquisadoras.

Terras com potencial para regeneração natural são aquelas pouco degradadas por atividades agropecuárias ou urbanas e próximas a fragmentos florestais saudáveis. Esses projetos precisam ser vigiados contra futuras degradações, especialmente fora de parques e reservas.

Os cientistas afirmam que a regeneração natural é mais custo-benefício que o replantio em áreas isoladas e degradadas. “O custo da regeneração natural varia de US$ 12 a US$ 3.880 por hectare, enquanto a regeneração ativa pode custar de US$ 105 a US$ 25.830 por hectare”, dizem Brooke e Robin.

Enquanto espera a regeneração, natural ou manual, a Amazônia continua sofrendo com incêndios. Pelo segundo dia consecutivo, uma densa fumaça cobriu Manaus na manhã de segunda-feira (4/11). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) classificou a qualidade do ar como “muito ruim” em alguns bairros. No bairro Aparecida, na Zona Sul, a poluição atingiu 87,8 micrômetros por metro cúbico (µg/m³). Para ser considerada boa, a qualidade do ar deve medir entre 0 e 25 μm/m³.

(Com informações do portal ClimaInfo)