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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Brasil corre risco de sofrer um terremoto de grande magnitude? Entenda o que dizem especialistas

Os recentes terremotos registrados na América do Sul voltaram a levantar dúvidas sobre a possibilidade de o Brasil ser atingido por um grande abalo sísmico. Apesar de o país registrar tremores de terra, especialistas consideram baixa a probabilidade de um terremoto de grande magnitude provocar destruição em território brasileiro.

A preocupação aumentou após terremotos de forte intensidade atingirem países vizinhos. Em junho, tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 foram registrados na Venezuela. Já na segunda-feira (10), um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, causando destruição e deixando mais de 250 mortos.

Por que o Brasil registra menos terremotos de grande intensidade?

A principal explicação está na localização geológica do país. O Brasil ocupa uma posição predominantemente central na Placa Sul-Americana, distante das principais zonas de encontro entre grandes placas tectônicas.

É justamente nas regiões onde as placas se encontram que ocorre grande parte dos terremotos mais intensos do planeta. Países localizados próximos a esses limites, como os da região andina, estão mais expostos a eventos sísmicos de grande magnitude.

Isso não significa, porém, que o território brasileiro esteja livre de terremotos. O país possui falhas geológicas capazes de acumular energia e provocar tremores quando essa energia é liberada.

Qual foi o maior terremoto já registrado no Brasil?

O maior terremoto registrado no território brasileiro ocorreu em 1995, na Serra do Tombador, em Mato Grosso. O tremor alcançou magnitude 6,2.

Apesar da intensidade considerada elevada para os padrões brasileiros, o terremoto não provocou grandes danos. Um dos fatores que contribuíram para isso foi a localização do epicentro, em uma região com baixa concentração populacional.

De maneira geral, os tremores registrados no Brasil apresentam magnitudes menores, frequentemente abaixo de 4, embora eventos mais fortes também possam ocorrer.

Terremotos podem acontecer mesmo longe das placas tectônicas?

Sim. Embora a maior parte dos terremotos de grande magnitude esteja relacionada às áreas de contato entre placas, também existem falhas geológicas no interior das placas.

Essas estruturas podem acumular tensão durante longos períodos. Quando ocorre uma ruptura ou movimentação, parte da energia acumulada é liberada na forma de ondas sísmicas, provocando o tremor de terra.

Por isso, a posição do Brasil no interior da Placa Sul-Americana reduz significativamente o risco de grandes terremotos, mas não elimina completamente a possibilidade de ocorrência.

Tremores de outros países podem ser sentidos no Brasil?

Sim. Dependendo da magnitude do terremoto, da distância até o epicentro e das características geológicas do terreno, as ondas sísmicas podem percorrer grandes distâncias.

Foi o que ocorreu após o terremoto de magnitude 7,4 registrado na Colômbia nesta semana. O tremor foi sentido em Manaus, no Amazonas, onde moradores relataram a movimentação de prédios.

O episódio também levou equipes de emergência a realizar vistorias em algumas edificações da capital amazonense.

Quais regiões do Brasil têm maior atividade sísmica?

Embora o risco geral seja considerado baixo, algumas áreas brasileiras apresentam maior ocorrência ou suscetibilidade a tremores.

Levantamentos realizados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam regiões de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará e parte do Acre entre as áreas que merecem atenção em relação à atividade sísmica.

No caso do Acre, a proximidade com áreas de intensa atividade tectônica na região andina ajuda a explicar a ocorrência de tremores sentidos no estado e em outras áreas da Amazônia Ocidental.

Brasil pode sofrer um terremoto tão forte quanto o da Colômbia?

Um terremoto de grande magnitude no Brasil não é considerado impossível, mas a probabilidade de um evento tão intenso quanto os registrados em áreas próximas aos limites das placas tectônicas é baixa.

A localização do país no interior da Placa Sul-Americana é um dos principais fatores que reduzem a frequência de grandes terremotos. Ainda assim, a existência de falhas geológicas significa que tremores podem ocorrer e, em determinadas circunstâncias, atingir magnitudes capazes de provocar danos.

Portanto, os terremotos registrados recentemente na Venezuela e na Colômbia não significam que um grande abalo esteja prestes a atingir o Brasil. O país apresenta atividade sísmica, mas o risco de um terremoto de grande escala e alto potencial destrutivo permanece considerado baixo.