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sábado, 27 de junho de 2026
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Bovespa fecha abaixo dos 97 mil pontos de olho na cena política e Previdência

O principal indicador da bolsa paulista, a B3, fechou em queda nesta quinta-feira, 20, abaixo dos 97 mil pontos, com os investidores de olho no cenário político após a prisão do ex-presidente Michel Temer e nas incertezas sobre a tramitação da reforma da Previdência após o envio do texto sobre alteração da aposentadoria dos militares ao Congresso.

O Ibovespa terminou o dia com baixa de 1,34%, aos 96.729 pontos. Mais cedo, chegou a cair cerca de 2,3%.

A ação de Lojas Americanas estava entre as maiores baixas do dia, com queda de quase 6%, após a varejista reportar queda de 4,2% no lucro líquido consolidado do quarto trimestre, para R$ 272,8 milhões.

Entre as ações mais negociadas, Petrobras caiu quase 2%; Bradesco, Itaú e Banco do Brasil perderam mais de 2%.

Reforma da Previdência

Para o analista de investimento Felipe Silveira, da Coinvalores, o clima de cautela pautou o movimento nos mercados externo e doméstico. “Enquanto no exterior as atenções se voltam para a preocupação sobre a saúde da economia global, aqui, as incertezas sobre o andamento da reforma da Previdência são o foco”, disse à agência Reuters.

Na quarta-feira, o governo entregou ao Congresso o projeto de reforma da previdência dos militares, que prevê economia de R$ 10,45 bilhões em 10 anos, bem abaixo dos mais de R$ 90 bilhões estimados pela equipe econômica anteriormente.

“A reestruturação da carreira militar definitivamente não ‘desceu redondo’ em Brasília, vista por muitos como um privilégio em tempos que requerem sacrifícios de todos”, destacou a Coinvalores em relatório a clientes.

Também preocupava a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) na manhã desta quinta-feira no âmbito da operação Lava Jato.

“Agora com a prisão do Temer tem receio de eventuais delações que possam afetar o andamento da reforma. Isso com certeza impacta o mercado”, disse um operador que pediu para não ser identificado.

Lá fora, China e Estados Unidos planejam uma nova rodada de negociações para encerrar uma guerra comercial entre os dois países. Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que os EUA podem manter as tarifas sobre bens chineses por um “período substancial” para garantir que Pequim cumpra qualquer acordo comercial, ampliando as incertezas sobre as negociações. (G1)