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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Bolsonaro volta a alfinetar OMS e insinua intenção “de quebrar países”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou hoje a OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter “voltado atrás” na declaração de que a disseminação do coronavírus por pessoas assintomáticas é “muito rara”. Ele insinuou que a organização tem a intenção de “quebrar os países”.

“A tal da OMS, que tem que seguir, uns querem que siga cegamente, acabou de dizer que assintomático não transmite, depois voltou atrás, parece que tem algo de mais grave por trás disso tudo, de quebrar os países. A quantidade de problemas econômicos é enorme, vai chegar a um ponto que vai quebrar o Brasil. Quem decidiu que ia fechar comércio, lockdown, tudo competia aos governadores, foi o STF (Supremo Tribunal Federal)”, declarou o presidente na portaria do Palácio da Alvorada.

A OMS, no entanto, alertou que há perigo de pessoas pré-sintomáticas transmitirem o vírus e avisou que os estudos sobre assintomáticos ainda não são muito abrangentes, informações omitidas pelo presidente quando ele falou sobre o assunto ontem, na abertura da reunião periódica do chamado conselho de governo.

A organização, na verdade, informou que “parece haver” baixa transmissibilidade de assintomáticos e citou por enquanto apenas um estudo de pequeno porte feito pela China.

Posteriormente, a OMS negou que tenha dado qualquer sinal de que esteja defendendo para a possibilidade de uma abertura mais rápida das economias e disse não existirem dúvidas: pessoas assintomáticas também transmitem o coronavírus — o que não se sabe é qual a proporção dessas pessoas que, de fato, tem a capacidade de contaminar outras.

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