Com o cenário exterior incerto, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou praticamente estável nesta sexta-feira, 24, com leve alta de 0,09%, aos 102.381,58 pontos. O dólar também ficou sem grandes supresas, com baixa marginal de 0,15%, a R$ 5,2060. O cenário internacional foi o principal fator de instabilidade hoje, com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China.

Há pouco, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, repetiu declaração feita hoje cedo pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Ullyot. “Pedimos ao Partido Comunista Chinês que cesse suas ações maliciosas ao invés de se envolver em uma retaliação ‘olho por olho’”, McEnany, em entrevista coletiva agora à tarde. O comentário se refere à decisão da China de ordenar o fechamento do consulado americano em Chengdu, no sudoeste do país asiático, após os EUA terem fechado uma representação diplomática de Pequim em Houston, no Texas.
De acordo com o Termômetro Broadcast Bolsa desta semana, o mercado financeiro segue otimista sobre o comportamento do Ibovespa no curtíssimo prazo. Entre 16 participantes, para 50% a percepção é de que a semana que vem será de ganhos para o índice, enquanto as expectativas de estabilidade e de baixa são de 25% para cada uma. Na pesquisa anterior, 60% das respostas indicavam avanço das ações para a presente semana.
Na mínima do dia, a moeda caía a R$ 5,16. No mercado futuro, o dólar para agosto recuava 0,76%, aos R$ 5,1755, em baixa de 0,72%. Mantida a tendência até o final do dia, o dólar encerrará a semana com desvalorização em torno de 4% nos mercados à vista e futuro.
Os juros futuros seguem em queda importante, ainda como reflexo do resultado aquém do esperado do IPCA-15. O contrato de DI para liquidação em janeiro de 2023 tinha taxa de 3,87%, ante 4,07% do ajuste de ontem.


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