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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Boca do Acre registra o ar mais poluído do Brasil na manhã desta sexta, 06/09


Boca do Acre amanheceu neste 6 de setembro com um cenário preocupante: o município apresentou os níveis de poluição atmosférica mais altos do Brasil e um dos maiores do mundo. O índice de partículas finas no ar, conhecidas como PM2,5, alcançou impressionantes 478 microgramas por metro cúbico (µg/m³), superando padrões globais de alerta e colocando a população em risco grave de saúde.

Amazônia: centro de uma crise de poluição
Embora a Amazônia seja comumente associada à preservação ambiental, a realidade vivida no início de setembro de 2024 revela um cenário dramático. De acordo com relatórios de monitoramento ambiental, a região ocidental da Amazônia, que inclui municípios do sul do Amazonas e Acre, tornou-se a área mais poluída do mundo, ultrapassando, inclusive, grandes centros urbanos industriais.

Os focos de incêndio em áreas florestais e de pastagem são os principais responsáveis pelo agravamento dessa situação. A queima descontrolada de vegetação gera um volume gigantesco de partículas finas de material particulado (PM2,5), que se espalham pelo ar, atravessando fronteiras e contaminando o ar atmosférico em vastas áreas da floresta. Boca do Acre, situada no caminho de várias dessas colunas de fumaça, tornou-se um dos epicentros dessa poluição.

O que significa 478 µg/m³ de pm2,5?
O índice PM2,5 refere-se a partículas microscópicas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros, que são extremamente nocivas para a saúde humana. Para comparação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a concentração máxima de PM2,5 não ultrapasse 25 µg/m³ em um período de 24 horas. Boca do Acre, com seus 478 µg/m³, está quase 20 vezes acima desse limite.

As consequências são alarmantes. O aumento na concentração dessas partículas no ar pode provocar uma série de problemas respiratórios graves, como asma, bronquite, e infecções pulmonares, além de agravar condições cardíacas e levar ao aumento da mortalidade, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças preexistentes.