
Muito frio. Como há mais ou menos quarenta anos não se via, ou melhor, sentia. Isso é o que relatam os moradores que já presenciarem quedas bruscas de temperaturas no Sul do Amazonas, onde o fenômeno da friagem acontece sazonalmente, com maior impacto em Boca do Acre e Pauini e no estado do Acre.
De acordo com o historiador Paulo Pinheiro, as recordações que lhe veem à mente, são da década de 80, quando Boca do Acre testemunhou temperaturas de 10 graus, com sensação que se assemelham às deste ano.
Ainda na manhã de ontem, terça-feira (13), os termômetros começaram a sinalizar a chegada da frente fria anunciada e reverberada pelo “Mago do Tempo”, o meteorologista acreano Davi Friale. O calor marcante dos últimos dias foi dando lugar ao esfriamento do ambiente, e o sol causticante, que é rotina no cotidiano amazônida, perdeu espaço para o tempo nublado, encoberto de nuvens carregadas e ventos fortes.
Durante a noite, eis que de forma intermitente, cai a famosa garoa, e com os ventos que ultrapassavam os 10 km/h, a sensação térmica despencava, e às 7 horas da noite, já eram registrados 10 gélidos graus. De meia noite em diante, já percorrendo a madrugada de hoje, quarta-feira (14), por volta das 5 horas da manhã, Estação de Superfície Automática do Instituto Nacional de Meteorologia, cravava a sensação térmica recorde dos últimos 40 anos de 6 graus centígrados.
O frio continuará até o próximo domingo (18), não com a mesma intensidade, mas com temperatura mínima de 18 graus e máxima de 29. A partir da próxima segunda-feira (19), o calor volta, mas não com força total do verão amazonense, mas de forma gradativa, até a próxima frente fria, que segundo as previsões, não irá demorar para acontecer.


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