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sábado, 13 de junho de 2026
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Boca do Acre registra 144 casos de violência contra a mulher em 2025

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. Amazonas contabilizou 35.037 ocorrências de violência doméstica contra mulheres ao longo de 2025. Apesar dos números ainda elevados, a SSP-AM aponta que houve redução dos casos em relação a 2024 em todo o estado, indicando uma tendência de queda nas notificações.

Manaus concentra a maior parte das ocorrências, com 22.133 registros, o que representa mais de 60% do total estadual. A capital liderou os números em todos os meses do ano, com média superior a dois mil casos mensais. Os meses de maior pico foram julho e agosto, com 2.474 ocorrências cada, seguidos de maio, que registrou 2.617 casos.

No interior do estado, a violência doméstica também se mostra presente em diferentes regiões. Entre os municípios com maior número de registros estão Japurá (1.617), Itacoatiara (1.113) e Manacapuru (1.064). Em seguida aparecem Tefé (967), Juruá (870) e Coari (605).

Ranking dos municípios com mais registros de violência doméstica contra mulheres em 2025

Manaus – 22.133
Japurá – 1.617
Itacoatiara – 1.113
Manacapuru – 1.064
Tefé – 967
Juruá – 870
Coari – 605
Humaitá – 516
Carauari – 374
Iranduba – 322
Barreirinha – 282
Benjamin Constant – 272
São Gabriel da Cachoeira – 266
São Paulo de Olivença – 213
Novo Airão – 169
Tabatinga – 166
Santo Antônio do Içá – 155
Urucurituba – 145
Boca do Acre – 144
Eirunepé – 141

Boca do Acre no cenário estadual

Com 144 ocorrências registradas em 2025, Boca do Acre ocupa a 19ª posição no ranking estadual de municípios com registros de violência doméstica contra mulheres. O dado reforça que, embora o município não esteja entre os que apresentam maiores números absolutos, a violência doméstica também é uma realidade presente no município, exigindo atenção contínua do poder público, das redes de proteção e da sociedade.

Apesar do cenário preocupante, a redução dos registros em comparação com 2024, apontada pela SSP-AM, é vista como um sinal positivo, possivelmente relacionado ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência, ampliação dos canais de denúncia e maior conscientização da população. Ainda assim, especialistas reforçam que a subnotificação continua sendo um desafio e que os números podem representar apenas parte da realidade vivida por muitas mulheres amazonenses.

Com informações do G1 AM