
Em matéria publicada pelo site Portal do Holanda, foi divulgada a informação de que Boca do Acre, no dia de ontem, segunda-feira (6), foi o município do estado do Amazonas onde mais foram registrados focos de incêndios florestais. Somente no primeiro dia útil da semana, seis focos de calor denotaram que a floresta voltou a pegar fogo, na terra que de fato mais destrói a maior floresta do mundo.
A Amazônia sofre nas mãos de Boca do Acre, ou daqueles que vieram de fora, invadiram ou tomaram, derrubam e queimam como nunca, agindo criminosamente sem precedentes.
Junto com Boca do Acre estão os municípios de Autazes e Manaquiri, dividindo o título indesejável de maiores destruidores da mata. No mês passado, essa realidade foi ainda pior e preocupante. Dessa vez Boca do Acre se juntou como o município de Lábrea e ambos ficaram rivalizando para ver qual dos dois mais derrubou a floresta e queimou.
Como é sabido de todos, Lábrea leva prejuízo e lucra por causa do Projeto de Assentamento do Monte. O que era para ser assentamento de pequenos agricultores, virou loteamento de fazendas gigantes. A imagem ruim que se tem de Lábrea, na verdade não é propriamente dela, mas é culpa de quem faz divisa, ou seja, Boca do Acre, pois a grande maioria dos produtores rurais do Monte (que tem maior porção de terras no território labrense) não é de Lábrea, mas de Boca do Acre.
O que acontece? Boca do Acre derruba, queima, destrói, mas quem pega a culpa é o município de Lábrea. A parte boa para Lábrea, que pode servir até de compensação, é hoje ser o município com maior rebanho bovino do Amazonas. Na verdade, todo o gado que está no Monte, é de pessoas com residência em Boca do Acre, mas para a estatística, o gado, como está no território do município vizinho, é contado para Lábrea.


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