
Há muito tempo que Boca do Acre figura entre os municípios que mais degradam a maior floresta do mundo: a Amazônia. Com o passar do tempo e a falta de uma política ambiental punitiva para os criminosos ambientais, a destruição do principal bioma do mundo tem aumentado significativamente, com desmatamento e queimada.
A informação é confirmada todos os anos, a cada novo estudo, a cada novo relatório emitido por vários institutos que monitoram a Amazônia.
Não está sendo diferente em 2022, segundo aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que por sua vez afirmou que a Floresta teve o pior mês de agosto dos últimos 12 anos.
Com o verão amazônico, já foi registrado 3.358 focos de incêndio em apenas um dia. Os dados de setembro apresentam uma queda no ritmo do fogo, mas o problema ainda está longe de terminar, como explica o Secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.
Segundo o monitoramento do Inpe, o número de queimadas neste período representa 74% do total registrado no mês de setembro do ano passado. Naquela ocasião, o Amazonas registrou 2.799 focos de calor.
Entre os 10 municípios que registram os maiores números durante este mês, dois são amazonenses: Lábrea está na terceira colocação, com 725 queimadas, e Boca do Acre, na 7ª colocação, com 435.As duas cidades ficam localizadas no Sul do Amazonas, região que, durante os últimos anos, vem registrando um aumento significativo de queimadas e também de desmatamento na Amazônia.
De acordo com o especialista, a falta de fiscalização e penalidade para crimes ambientes tem contribuído para o aumento significativo da prática.
Outra vez é importante destacar que Lábrea carrega essa culpa injustamente. O grande problema é ter em seu território, a maior parte do Projeto de Assentamento do Monte, que é ocupado em quase sua totalidade por bocacrenses.
Nesse lugar, a grande maioria dos produtores rurais não são de Lábrea e não têm qualquer vínculo com o município, ou seja, os donos das terras são na sua imensa maioria de Boca do Acre, mas por estarem em território labrense, quando queimam, a culpa não é de Boca do Acre, mas de Lábrea.
Em suma, Lábrea aparece mal no cenário nacional, como incendiária da Amazônia, por ter em seu território, produtores rurais com a cultura de destruição que não são do município.


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