Tudo certo, tudo acordado entre situação e oposição: Nicolau Júnior (PP) para presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga (PSDB) para primeiro-secretário. Para segunda-secretaria e vice-presidência, nomes da oposição.
Os demais cargos, seriam distribuídos entre as demais forças que compõem o parlamento. Tudo certo em termos, pois um dos maiores caciques da atual situação, o deputado estadual José Bestene (PP) parece não estar concordando com esse acerto.
Em declaração feita na sexta-feira ao colunista político Luís Carlos Moreira Jorge, Bestene é taxativo em afirmar que a “eleição para a presidência da Aleac não está decidida”.
O deputado não estaria de acordo com a condução do processo de escolha do nome que comandará a cada pelos próximos dois anos. Fontes próximas a ele afirma que Bestene defende seu próprio nome para o cargo e usa como argumento a sua experiência como ex-deputado estadual tendo, inclusive, já presidido a Assembleia nos anos de 1990.
Outro ponto que conta muito a seu favor é o fato de ter sido o coordenador da campanha vitoriosa de Gladson Cameli ao Governo do Estado. Isso lhe deu legitimidade para reivindicar qualquer cargo dentro da estrutura de governo ou mesmo no parlamento.
A decisão de José Bestene, contudo, deve bater de frente com o que vem sendo definido pelo vice-governador Major Rocha (PSDB). Tudo o que está construído em termos de acordos até o momento passou pela aprovação de Rocha, inclusive, as negociações com a oposição e com os que se dizem independentes.
Ao seu lado está o Ney Amorim, que recentemente deixou o Partido dos Trabalhadores e está atualmente sem partido. Ney é um hábil negociador e vem construindo uma chapa mista que agregue todas as forças presentes no Parlamento.
A eleição deve ocorrer no dia 1º de fevereiro, logo após a posse de todos os deputados. Até lá, para se tornar presidente da Aleac, Bestene tem que reverter tudo que já foi feito até agora em termos de acordos e convencer, principalmente, oposição e independentes.
Nesta segunda-feira, esse grupo se reúne para discutir a situação e escolher os seus nomes e cargos que devem ocupar numa chamada “composição plural”. Se Bestene tem poder de convencimento, é nesse grupo que deve centrar fogo.


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