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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Belga Remador chega a Rio Branco após 10 dias remando pelo rio Acre

Arnaud Maldague, que saiu de Boca do Acre há 10 dias, aportou na capital acreana na tarde desta quarta-feira (4), cumprindo a sua trajetória final a remo. Ao todo, desde que saiu de Boa Vista, no estado de Roraima, o Belga Remador demorou 110 dias para terminar o trajeto neste meio de transporte.

Maldague saiu de Boca do Acre no dia 24 de setembro, onde estava cumprindo alguns dias de descanso, depois de fazer a viagem, vindo de Pauini. Em terras bocacrenses, o belga reclamou do calor intenso e até cogitou não completar o trajeto de canoa até o estado do Acre. Mas depois de recarregar as baterias, o homem de 33 anos partiu rumo ao Acre e hoje colocou a sua pequena embarcação em terra seca.

O belga foi muito bem recebido na sua última cidade do Amazonas. Aqui ele fez muitas amizades, frequentou os principais pontos da cidade e teve a oportunidade de ter um encontro com integrantes do Santo Daime.

Agora é de bike

A bicicleta será o novo meio de transporte que o europeu vai pegar para continuar a sua saga de cumprir a viagem de 30 mil quilômetros, sem utilizar uma única gota de combustível. Essa é a intenção de Maldague, desde que saiu de Winnipeg, no Canadá, que atravessaria as três Américas, sem poluir o meio ambiente com a queima de combustível fóssil.

A ideia de Maldague é conseguir vender a canoa que o transportou por quase 3 mil quilômetros, em Rio Branco, com o dinheiro comprar uma bicicleta e sair pedalando pelas estradas acreanas, até entrar no Peru, depois Bolívia e, por fim, a Argentina, onde aventura se encerrará.

Viagem há cinco anos
Como já informado pelo Jornal Opinião, Arnaud começou a viagem quando tinha 28 anos. Antes de se aventurar, Maldague perdeu os pais e hoje se considera um habitante do mundo e não pretende parar com suas viagens, depois que completar o trajeto pretendido e levar a mensagem ao mundo de preservação ambiental.

O estrangeiro confidenciou para o influencer Thony Barbosa, que vendeu tudo na Bélgica para iniciar a viagem, que hoje é custeada por amigos e pelas pessoas que conhece ao longo das suas andanças.