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Banco da Amazônia anuncia investimento de mais de R$ 300 milhões no Acre em 2019

A Superintendência do Banco da Amazônia (Basa) no Acre anunciou na terça-feira, 18, que a instituição financeira fará um investimento superior a R$ 300 milhões no estado durante este ano. Linhas de crédito para produtores rurais e empresários, financiamentos e empréstimos são algumas das diversas formas de aplicação do total de R$ 330 milhões disponibilizados as pessoas.

O anúncio foi feito durante um café da manhã concedido para a imprensa pela Superintendência, localizada ao lado da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Centro de Rio Branco, em comemoração ao Dia da Imprensa, celebrado em 1º de junho. Na ocasião, estiveram presentes repórteres, fotógrafos, editores, cinegrafistas e muitos profissionais de vários veículos da capital.

Superintendente do Basa no Acre, Diego Santos Lima destacou que desde 2017 a instituição financeira vem aumentando o volume de recursos nos 22 municípios acreanos. Segundo ele, dos R$ 200 milhões alocados pelo banco em 2018, R$ 100 milhões foram aportados em linhas de créditos para pessoas físicas que atuam na produção rural e R$ 40 milhões em agricultura familiar.

Outros R$ 100 milhões foram destinados as empresas, R$ 50 milhões para de médio e grande porte e outros R$ 40 milhões para micro e pequenas empresas, as chamadas MPE’S. Lima ressaltou que o valor total aplicado no ano passado gerou milhares de operações no estado, dando maior circulação ao dinheiro, teve tíquete médio baixo e atendeu mais empresas/produtores rurais.

“Durante 2018 atendemos todos os municípios do Acre. Agora, em 2019, fizemos investimentos importantes em 21 deles, faltando somente Santa Rosa do Purus. Entretanto, já há operações em curso de análise para conseguirmos fechar as 22 cidades, que é nossa principal missão. Essa ação demonstra que o Banco da Amazônia está comprometido com o desenvolvimento” declarou Lima.

O administrador destacou que atualmente a Região Norte apresenta um crescimento maior no Produto Interno Bruto (PIB) do que as outras quatro, elevação atribuída a pecuária e agricultura. Ele enfatizou que o Acre é o único estado no Norte na contramão dessa tendência porque comércio, indústria e o setor de serviços juntos são responsáveis por 54% do mercado financeiro.

“Isso é bom porque nesses há o maior quantitativo de empregos, com mais oportunidades. Somente os 36% restantes da movimentação financeira no estado é causada pela pecuária e agricultura. Mas o agronegócio é uma mola propulsora que daqui há alguns anos nos tornará uma das principais economias da Região Norte, beneficiando outros setores”, disse o superintendente.

Lima destacou que o Banco da Amazônia não ajudará o crescimento da economia acreana somente com concessão de crédito, mas sim com apontamentos necessários e estudo dos desafios para gerar mais emprego e renda no estado. Ele ressaltou que o Acre tem 400 mil hectares de área agricultável e somente 3 mil são utilizadas para plantações dos diversos produtos comercializados.

“Vejo nesse nicho um potencial gigantesco para a expansão econômica. Além disso, também é necessário desburocratizar todo o processo de concessão de crédito, que precisa da colaboração do Estado, atender a legislação ambiental e estar com a situação fundiária estabilizada. Com essas resoluções, se entra com os recursos necessários para os setores e atrair novas empresas”, finalizou Lima.