
No segundo debate promovido pelos acadêmicos de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (UFAC), nesta sexta-feira, 20, a ausência do atual prefeito e candidato à reeleição, Tião Bocalom (PL), dominou a pauta. Com Marcus Alexandre (MDB), Emerson Jarude (Novo) e Jenilson Leite (PSB) presentes, o palco foi cenário de duras críticas à gestão de Bocalom, em um debate marcado por propostas e trocas de farpas.
Mediado pelos estudantes Ludymila Maia e Kenno Vinícius, o evento seguiu um formato extenso, diferente do primeiro encontro, com mais tempo para os candidatos debaterem suas propostas e divergências em três longos blocos.
Centro abandonado e segurança pública
Já no início do debate, a falta de Bocalom foi lamentada pelos três candidatos, que usaram o espaço para atacar a administração atual e expor seus planos para revitalizar o centro da capital. Marcus Alexandre, ex-prefeito, foi o primeiro a criticar o abandono da área central e prometeu medidas como a criação da Guarda Municipal e a revitalização econômica. Emerson Jarude e Jenilson Leite também atacaram a ausência de políticas de segurança, com ambos defendendo propostas para tratar dependentes químicos e moradores de rua.
Transporte público em frangalhos
Em um dos pontos mais polêmicos, o debate sobre transporte público esquentou. Marcus Alexandre não poupou críticas à gestão de Bocalom, mencionando o desmonte do sistema de transporte e a polêmica contratação da empresa Rico Transporte sem licitação. Ele prometeu reabrir os terminais de integração e ampliar a frota de ônibus. Jenilson Leite entrou na discussão prometendo tarifa zero para estudantes e questionando o subsídio milionário concedido à empresa.
Saúde e educação em xeque
Na área da saúde, Marcus Alexandre voltou a criticar o atual prefeito, afirmando que a gestão de Bocalom se limitou a pintar postos de saúde sem investir em novos equipamentos. Ele também destacou a fila de mais de mil crianças aguardando diagnósticos para autismo e TDAH. Jenilson Leite focou na educação, defendendo a inclusão de atendimento psicológico nas escolas e criticando a falta de vagas para crianças no ensino infantil.
Promessas não cumpridas e infraestrutura precária
A polêmica das “mil casas” prometidas por Bocalom também foi tema de ataques, com Marcus Alexandre afirmando que as mães foram “enganadas” pelo prefeito. Jenilson Leite reforçou as críticas, mencionando a frustração dos eleitores com a falta de entrega das casas. Na infraestrutura, as mais de 600 ruas do programa “Ruas do Povo” foram alvo de críticas pela falta de manutenção.
Bocalom, o “Zé promessa”
Durante todo o debate, o apelido dado a Tião Bocalom, “Zé promessa”, foi repetido por Marcus Alexandre e ecoado pelos outros candidatos. Bocalom, que prometeu abastecimento de água 24 horas e não entregou, foi duramente criticado pelo estado precário das estações de tratamento de água. Emerson Jarude criticou as ausências do prefeito durante momentos críticos, como nas enchentes, reforçando a necessidade de políticas públicas mais robustas para enfrentar crises ambientais.
*Considerações finais: Bocalom na mira
O debate foi encerrado com os candidatos reafirmando suas críticas à gestão de Bocalom. A ausência do atual prefeito transformou o encontro em uma oportunidade de ataque, com promessas de mudança e cobranças por soluções reais para os problemas da capital.
O evento, marcado pela intensa troca de acusações, evidenciou a polarização entre os principais candidatos na disputa pela prefeitura, com Bocalom sendo o grande alvo, mesmo sem estar presente.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>