Por muito tempo da minha vida eu procurei fora de mim as respostas para as minhas frustrações, angústias, decepções e “fracassos”. Queria desesperadamente que alguém me desse uma solução ou que me apresentasse uma fórmula matemática para que eu pudesse sair do vendaval que eu me encontrava.
Buscava nas pessoas e nos lugares aquilo que só em mim eu encontraria. Mas o que agravava ainda mais a minha situação era que eu não queria ficar só comigo para obter as respostas que precisa, aliás eu tinha pavor da minha própria companhia.
Eu queria mesmo era estar com a minhas “amigas”, com os namorados que tive, com a cabeça enfiada no trabalho, buscando Deus nas igrejas, mas nunca dentro de mim.
Buscava fora, o que só ia encontrar dentro.
E mais: eu só procurava o que eu queria ouvir e por isso eu nunca encontrava as respostas certas, aquelas que iriam resolver o problema.
No fundo, no fundo eu ainda não tinha humildade para ouvir verdades a meu respeito.
Mas teve um dia que eu decidi perguntar a mim mesma porque eu não conseguia me achar em lugar nenhum? E o que me veio foi que eu não olhava para a minha vida para ter as respostas que me trariam resultados.
Mas como assim não olhava?
Inconscientemente eu não queria ver a minha cota de culpa eu tinha naquele desmantelo todo que eu estava vivendo.
Daí me veio:
O que eu estava fazendo para realizar meus sonhos, se eu colocava a minha felicidade nas mãos de outras pessoas?
Como eu queria ter bons relacionamentos amorosos se eu não me posicionava e me amava?
Como eu queria ser reconhecia se eu não coloca movimento na minha vida e esperava que as coisas caíssem do céu?
Como eu queria o positivo se só reclamava da vida o tempo todo sem fazer o que tinha que ser feito para mudá-la?
Como eu queria amizades verdadeiras se eu falava mal de todos que se aproximavam de mim?
Como eu queria ser santa sem ao menos reconhecer os infernos da minha alma??
Como eu queria que o meu casamento tivesse dado certo se eu deixei de ser interessante para o meu ex-marido?
Nesse contexto, passei a ver que o desequilíbrio estava nas minhas posturas diante da vida.
Eu era muito afoita, passava os pés pelas mãos, não pensava e me jogava de cabeça em situações que só me trouxeram dor, só porque eu queria, a qualquer preço, estancar a angonia e angústia que era estar só comigo mesma. Eu já cheguei ao ponto de ter medo de ficar louca, juro pra vocês.
E foi quando comecei a me perguntar e a me deparar com as respostas que eu não queria ver e ouvir. Inicialmente quis culpar Deus e o mundo porque a autorresponsabilidade é uma coisa com qual não estamos preparados para lidar, sem falar que dóooooi demais ver o quanto contribuímos para que nossas vidas fossem um desequilíbrio só.
Sem falar que achamos que saber tudo a nosso respeito, verdadeiramente, vai nos diminuir perante os outros, como se os outros não tivessem lá as suas “porcarias”.
Acreditem, somos farinha do mesmo saco!
Por isso sempre digo a vocês que é preciso muita humildade para se enxergar e obter as respostas que vão nos ajudar a virar a chave da mudança.
Por outro lado, a gente, bem lá no fundo, sabe mais ou menos o que fazer para dar o salto que precisamos, mas o que pega é que não queremos pagar o preço dessa mudança, porque ela exige posicionamento, compromisso, persistência, dedicação e muitas batalhas internas.
Olhar para as nossas vidas e enxergar a nossa verdade, seja ela qual for, é sinônimo de liberdade. E como disse o Grande Messias: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Heloísa Tainah Mourão é Terapeuta Holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha


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