
Por Marcelina Freire
Um das premiações mais conceituadas de artes plásticas do Brasil, o Prêmio Marcantonio Vilaça, tem este ano um acreano selecionado, é o artista Ueliton Santana, ele foi um dos 30 artistas selecionados para a 7° edição do evento. O anúncio dos escolhidos foi feita na última quinta-feira, 5.
O acreano foi um dos selecionados entre 688 inscritos de 24 unidades da federação e do Distrito Federal. Segundo ele, esta é a primeira vez que um artista acreano é finalista. Santana é Doutor em arte contemporânea pela Universidade de Coimbra/Portugal.
“É um dos mais importantes prêmios nacionais, pois além da premiação em dinheiro, existe um acompanhamento do artista por curadores importantes, o artista ganha uma visibilidade internacional. E das grandes galerias nacionais que se interessam pelo trabalho”, diz.
O artista falou da alegria de ter sido selecionado. “Estou extremamente feliz e com o trabalho reconhecido, pois de alguma maneira o trabalho que desenvolvo é relevante no cenário nacional, pois eles selecionam a trajetória do artista e quem faz isso são críticos de Arte com alto conceito no cenário nacional”, conta Santana.
O prêmio é uma iniciativa da indústria brasileira, e é considerada uma das mais tradicionais premiações de arte do país. Este ano o evento completa 15 anos de existência. Os vencedores receberão bolsas para produção de trabalhos que devem ser expostos em todo o país, em mostras itinerantes.
“O Curador chefe dessa exposição é o Marcus Lontra, um curador muito importante e que visualizou nos anos 80 artistas como Beatriz Milhazes e outros que hoje estão na história da Arte Mundial e vendendo suas obras por milhões de dólares”, destaca.
De acordo com Santana, a notícia chega como um alento para os artistas, diante do cenário em que tem vivido as manifestações artísticas no Brasil. “Creio que com toda essa crise que assola o nosso país em todos os sentidos, essa é uma boa notícia e uma boa perspectiva para a Arte no Acre embora não tenhamos aqui espaços físicos para expor e nenhum apoio por parte dos gestores, ainda assim abre-se perspectivas e possibilidades”, enfatiza.
Sobre sua trajetória artística, Santana comenta. “Pois como disse em um poema de Manoel da Canção: “Mesmo na noite mais triste em tempos de servidão; há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”. E meu trabalho como artista é resistência, eu digo não a degradação humana em todos os sentidos e a arte é um ponto fundamental em qualquer sociedade que pretenda se desenvolver mais”, conclui.
Os cinco vencedores serão conhecidos em setembro durante a cerimônia de abertura da exposição coletiva que acontecerá no Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP) em São Paulo. Segundo a organização do evento, este ano tem finalistas de todas as regiões do país, além disso, a 7° edição conta com quantidade igual de artistas homens e mulheres.

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