No próximo sábado, dia 19, terá início mais um projeto voltado às temáticas afro-brasileiras: “Indumentárias dos orixás: história e confecção”, realizado pela artesã Ariady Andrade, com o apoio da Prefeitura de Rio Branco, através da Fundação Garibaldi Brasil – Fundo Municipal de Cultura.
Este projeto realizará duas oficinas de confecção de coroas usadas pelos orixás nos festejos das religiosidades de matriz africana. As coroas objetos artístico-religiosos feitos artesanalmente, cuja beleza e exuberância encantam aos espectadores pelo capricho com que são elaboradas e pelo alto grau de simbologia cultural.
“Como artesã e pesquisadora, venho estudando e realizando ações com o objetivo de difundir os diferentes fazeres e saberes das culturas afro-brasileiras de Rio Branco. Desde 2006, trabalho com as Abayomis, artesanato carregado de simbolismo e história, em atividades de formação e difusão. Ampliando o espectro da minha atuação, em 2021 incorporei mais um item importante ao meu repertório: as indumentárias utilizadas pelos orixás”, comenta Ariady.
As oficinas, que serão abertas e totalmente gratuitas para o público, acontecerão em dois espaços: no dia 19, no Espaço Cultural Quilombo Acre Mameluco Capoeira, coordenado por Mestre Moreno e localizado no Belo Jardim, e no dia 25, no Ile Àse Ayòókù Yíyìn Jolá, casa coordenada por Pai Anderson, no Belo Jardim 2. Os participantes, sob a coordenação da artesã e com todo o material disponibilizado pelo projeto, confeccionarão uma coroa do orixá de sua preferência, que lhes pertencerá ao término da oficina.
Para participar das oficinas, basta fazer contato com a produção do projeto, pelo WhatsApp 9.9239-2432. Todas as regras referentes à prevenção de contágio da Covid-19 serão rigidamente observadas e por isso, as vagas serão limitadas.
“As coroas confeccionadas serão compostas por uma tiara ornamentada com o tema referente ao orixá a elas oferecidas e um filá de contas. Tudo trabalhado artesanalmente, incluindo toda a mística cultural e ritual que compõem esta indumentária. Ou seja, não é somente fazer e enfeitar a coroa, mas saber tudo que deve ser oferecido àquele determinado orixás, de acordo com as explicações rituais e culturais”, finaliza a artesã.


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