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terça-feira, 23 de junho de 2026
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‘Arte Vestida de Chão’: obras de Rosilene Nobre e Marina Bylaardt abrem temporada 2026 de exposições artísticas no TCE-AC – TCE-AC


Artistas visuais unem técnicas como aquarela e bordado em composições únicas. Exposição é gratuita e fica aberta até o dia 9 de março no Tribunal de Contas.

“Tudo pra gente é vivo”, essa é a explicação que a artista visual Rosilene Nobre dá para explicar o processo de construção das obras que compõe a exposição ‘Arte Vestida de Chão’, um encontro artístico entre ela e Marina Bylaardt. A abertura da mostra com mais de 30 peças ocorreu, nesta terça-feira (10), no salão nobre do Tribunal de Contas do Acre, em Rio Branco.

A exibição é gratuita e fica em exposição na sede do TCE-AC até o próximo dia 9 de março. A dualidade de estilos e a sintonia entre as artistas podem ser sentidas nas obras que misturam técnicas como cianotipia e bordado, além de aquarelas, monotipias, gravuras e colagens.

“Essa exposição surgiu do nosso encontro aqui no Acre e da descoberta de algo em comum: o olhar atento para o que a natureza deixa pelo caminho. Temos essa curiosidade de observar, coletar e ressignificar elementos, restos, formas, cores e texturas que muitas vezes passam despercebidos. Percebemos que compartilhávamos essa paixão pela terra, pelas sementes, pelas plantas e pelas formas naturais”, ressaltou Marina.

A visão é compartilhada por Rosilene que destacou o olhar da dupla para ressignificar elementos  da natureza que muitas vezes passam despercebidos.

“A exposição Arte Vestida de Chão nasce das miudezas, daquilo que vem da terra e da natureza. Do barro às tintas, das sementes às raízes, reunimos elementos coletados com sensibilidade ao longo do tempo. Tudo aquilo que parecia pequeno ou despercebido ganhou novas formas e significados, transformando-se em matéria prima do nosso trabalho”, disse.

“Vestir-se é parte do viver”

De acordo com a curadoria responsável pela mostra, a exposição dialoga com a ideia de que “vestir-se é parte do viver”, trazendo para o campo da arte elementos naturais como folhas secas, sementes, galhos e outros materiais orgânicos, ressignificados em instalações e obras visuais.

A procuradora do Ministério Público de Contas (MPC-AC), Anna Helena Azevedo elogiou as artistas e disse que ter ficado encantada com o trabalho dela.

“A gente se encanta ao perceber como o olhar do artista é diferente, como ele consegue enxergar além do que muitas vezes conseguimos ver. Utilizando elementos da natureza, elas realizam um trabalho maravilhoso, delicado e cheio de significado, que fala por si só. É muito bom chegar ao Tribunal e ter a alma renovada por uma exposição como essa, que nos conecta à natureza e desperta novos sentimentos”, celebrou.

A opinião foi compartilhada pelo secretário-geral da Presidência, Evandro Luzia.

“O universo da arte nos traz sutilezas que nos ajudam a compreender, e até ressignificar, o sentido da vida. Quando nos abrimos para a arte, entendemos que o olhar do outro nunca é igual ao nosso; ele é singular, possível, questionador e imaginativo. Essa experiência nos provoca a mudar a forma de ver, pensar e agir, ampliando a nossa compreensão sobre tudo o que nos cerca. Obrigado pela arte, o TCE agradece”, concluiu.

Sobre a exposição e as artistas

A exposição Arte Vestida de Chão foi apresentada pela primeira vez em 2024, na Galeria Chico Silva, na Usina de Arte João Donato, por meio de recursos da Lei Paulo Gustavo.

Rosilene Nobre é artista visual e educadora, formada em Artes Visuais e especializada em Metodologia da Arte. Desenvolve investigações com pigmentos naturais da Amazônia, explorando as cores que nascem de raízes, sementes, folhas e cascas. Atua como professora na Usina de Arte João Donato e na Escola SESI, contribuindo para a formação de novos artistas e para o fortalecimento da arte e da cultura acreanas. Também tem experiência em curadoria. 

Marina Bylaardt é artista visual Graduada em Belas Artes, pós-graduada em Design Editorial e mestre em Letras. Trabalhou com costura, modelagem de roupas e figurino para teatro e atuou como professora em projetos sociais. Vive há 15 anos no Acre, em uma comunidade ayahuasqueira em Área de Proteção Ambiental, onde desenvolve produção artística que inclui desenho, pintura, bordado e design editorial, além de participar de exposições em galerias.

Texto: Yuri Marcel
Fotos: Nycolle Damacena



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