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domingo, 5 de julho de 2026
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Armando Gurgel é o promotor de destaque na reportagem do Fantástico sobre os fura-filas em Manaus

O ex-titular da Promotoria de Justiça de Boca do Acre, Armando Gurgel Maia, que agora integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO – do Ministério Público do Amazonas, foi o promotor de destaque na matéria veiculada pelo Fantástico, da Rede Globo, na edição do último domingo (31), quando exibiu a reportagem sobre as pessoas que furaram a fila da vacina contra a Covid-19, em Manaus, especialmente as médicas gêmeas Isabele e Gabriele, 24 anos, que foram vacinadas sem estarem no grupo de prioridades.

Gurgel encabeça o grupo de promotores que descobriu uma suspeita fortíssima de vários crimes, todos dentro da mesma investigação, que foi o favorecimento de pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante anti-Covid, supostamente praticados pelo novo prefeito de Manaus, Davi Almeida. Um deles foi nomear as irmãs para cargos que não têm qualquer ligação com o a área da Saúde, mas atuam como médicas.

“Nós temos elementos suficiente que comprovam que houve uma contratação em desconformidade com a lei”, garantiu Armando Gurgel Maia, à reportagem do Fantástico.

“Essa informação de estar contratando médicos, com cargos diferentes, configura uma falsidade ideológica, porque você está incluindo em documento uma informação que não condiz com a realidade”, acrescentou o promotor.

Armando Gurgel pediu a prisão do prefeito Davi Almeida e da secretária de Saúde de Manaus, Shadia Fraxe. Sobre a chefe da pasta, Gurgel citou-a como que “quem não está nem aí para as pessoas”, dizendo isso depois de descobrir que a secretária foi uma das pessoas que furou a fila em Manaus para tomar a vacina.

“A secretária não está na lista de prioridade. Você está tirando a oportunidade de um médico, que pode ser que essa pessoa venha a adoecer, e com resultado morte, porque alguém não está nem aí para essas pessoas e que apenas vê o seu lado”, afirmou Gurgel.

O pedido de prisão da secretária de saúde e o do prefeito de Manaus foi remetido do Tribunal de Justiça do Amazonas, para o Tribunal Regional Federal. O MP entrou com recurso para que a decisão do TJAM seja revista, e o caso volte para a responsabilidade da justiça na esfera regional.