A Argentina lançou o Obetide, a primeira caneta emagrecedora nacional produzida com semaglutida e aprovada para o tratamento de sobrepeso e obesidade. O anúncio ocorre em um cenário de forte procura mundial por medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Wegovy.
Desenvolvido pelo laboratório Elea, o medicamento deve custar até 67% menos que o Wegovy, principal referência global na categoria. A aposta do governo e da indústria é ampliar o acesso ao tratamento, antes restrito devido aos preços elevados e dependência de importações.
Demanda crescente e impacto na saúde pública
Dados oficiais mostram que mais de 61% dos adultos argentinos estão acima do peso, enquanto a obesidade aumentou quase 75% entre 2005 e 2018. Segundo o Ministério da Saúde do país, a condição já é responsável por 44% dos casos de diabetes tipo 2.
O Obetide será aplicado semanalmente por via subcutânea e terá o mesmo formato das canetas emagrecedoras já disponíveis no mercado internacional.
Como funciona a regulamentação no Brasil
No Brasil, apenas medicamentos registrados na Anvisa podem ser comercializados, com exigência de receita médica e acompanhamento clínico. A agência reforçou as restrições recentemente e proibiu a venda, importação e propaganda de produtos sem registro.
Entre os itens vetados estão T.G. 5, Lipoless, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e outras versões irregulares vendidas na internet.
Além disso, a Conitec manteve a decisão de não incorporar canetas emagrecedoras ao SUS, incluindo Ozempic, Wegovy e Saxenda.
Riscos do uso sem acompanhamento
Autoridades de saúde brasileiras alertam para o risco do uso sem prescrição. Segundo especialistas, doses irregulares podem causar refluxo, gastrite, úlceras e até hemorragias digestivas.
A apreensão de canetas contrabandeadas cresceu na fronteira com o Paraguai, onde versões falsificadas ou sem identificação têm sido encontradas sem controle de qualidade ou procedência.
Com informações NDMais



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