Durante o mês de novembro Rio Branco terá diversas apresentações do espetáculo “Enquanto o tempo me der tempo”. Além disso, oficinas de confecção de malabares com materiais recicláveis também serão realizadas ao longo das semanas até o dia 30. A ideia é mostrar ao público e aos participantes da atividade de produção, que também inclui a preparação de objetos para cenários, que é possível realizar apresentações teatrais de qualidade com a reutilização de vários produtos.
As apresentações da peça iniciaram na última sexta-feira, 1, na Escola Estadual Heloísa Mourão Marques, onde a maioria das encenações serão feitas até o fim do mês. Nos dias 13 e 24 a unidade de ensino volta a receber as interpretações do espetáculo, que podem ser conferidos de forma gratuita pelos alunos e comunidade em geral. Já nos dias 8 e 15 deste mês a obra será apresentada no Ateliê Varadouro, localizado na Estrada São Francisco, Nº 660, no bairro Baixada da Colina.
Essas apresentações no Ateliê Varadouro serão realizadas a partir das 20h e as entradas, que serão vendidas a partir das 19h na bilheteria do local, custarão R$ 10. “Num pequeno camarim de um circo em decadência, Benvindo e Careta constroem uma relação mágica e confusa ao descobrirem juntos as dores um do outro. O espetáculo retrata as dificuldades e os preconceitos enfrentados por se viver de arte e a exploração do capitalismo ao trabalhador”, descreve a sinopse do trabalho.
Segundo a Companhia Tempo de Teatro, que promove as atividades, uma das principais características da estética do espetáculo é a reciclagem. “Em função disso, parte do cenário foi construída com paletes, caixotes, palitos de picolé, garrafas e outros materiais. Adereços como a varinha do mágico, ou as bolas de malabares, são feitos com materiais ressignificados, como palitos de churrasco e balões com sementes. Com os figurinos não é diferente”, afirma o grupo.
No dia 8, após a apresentação da peça teatral o grupo musical Poc’s Show se apresenta. Já as oficinas de confecção de malabares com materiais recicláveis serão feitas na Escola Heloísa Mourão Marques nos dias 4, 13 e 27 de novembro também de forma gratuita. A intenção é envolver a comunidade da região, além dos estudantes da unidade de ensino. Em cada dia, cinco vagas para pessoas com deficiência serão disponibilizadas para a comunidade externa nas turmas.
“O lixo é uma questão socioeconômica, já que é destinada uma grande quantia de dinheiro público ao tratamento e à coleta dele. O modo como é descartado influencia diretamente nos impactos ambientais. Foi pensando nisso que desenvolvemos a oficina de confecção de malabares com material reciclável. É uma forma de apresentar outros fins a materiais que provavelmente iriam para o lixo de forma lúdica e interessante. Sacolas, garrafas e outros são usados”, diz a companhia.
O grupo teatral ressalta ainda que as ações buscam promover reflexões a respeito do cuidado com o meio ambiente, já que “um dos problemas ambientais que se torna mais agravante é a quantidade de lixo produzida diariamente. Se pensarmos na sociedade contemporânea, que tanto consome, fica evidente como essa é uma questão preocupante. O lixo que produzimos libera gases que promovem o efeito estufa e causa a poluição das águas tanto subterrâneas quanto superficiais”.


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