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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Apreensão de cocaína pela PF no país cresce quase 70% em 2019

De acordo com a Lei de Acesso à Informação, entre janeiro e maio deste ano, foram apreendidas 39,3 toneladas de cocaína em todo o país. Esse número representa um aumento de 69,4% na comparação com as 23,2 toneladas apreendidas no Brasil no mesmo período de 2018.

De acordo com levantamento da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico no Acre (Denarc), no primeiro semestre de 2019 foram apreendidos 53,5 quilos de cocaína e 21,9 quilos de maconha.

Esses números abrangem todos os tipos de apreensões registradas pela Polícia Federal nos períodos analisados. Incluem, portanto, desde apreensões em aeroportos, feitas, geralmente, em pequenas quantidades, levadas pelas chamadas “mulas do tráfico”, até mesmo grandes apreensões, como a de meia tonelada, dentro de um helicóptero, no interior de São Paulo, ocorrida em abril deste ano.

Os dados da PF mostram uma tendência de aumento das apreensões de cocaína no país já contabilizado por outros órgãos, também em quantidades expressivas.

Segundo a reportagem da Globo News, a Receita Federal apreendeu entre janeiro e maio deste ano 21,8 toneladas de cocaína em todo o país (uma média 145 kg interceptados por dia), o equivalente a um aumento de 148% das apreensões dessa droga no Brasil na comparação com as 8,8 toneladas interceptadas pelo órgão no mesmo período de 2018.

Contexto internacional

Na avaliação de Bruno Langeani, gerente da área de sistemas de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz, o contexto externo pode ser uma das explicações para um aumento da quantidade de cocaína circulando no Brasil, o que justificaria esses aumentos expressivos nas apreensões.

Langeani diz que o aumento da produção de cocaína na Colômbia, que cresceu bastante de 10 anos para cá, segundo relatório produzido pelo governo dos EUA, e o aumento do consumo da droga em países com grande quantidade de consumidores, como o próprio EUA e a Europa, são fatores para o maior número de apreensões.

“Tanto com o crescimento da produção na Colômbia, que se explica tanto por questões econômicas, quanto pelo banimento da fumigação de veneno que era um jeito barato do governo colombiano erradicar as plantações, como pelo consumo nos Estados Unidos, que já tem informação que aumentou”, disse.

Entre 2008 e 2018, a produção potencial de cocaína na Colômbia aumentou 177% (de 320 toneladas para 887 toneladas), segundo relatório do governo do EUA divulgado no fim de junho deste ano. Entre 2017 e 2018, houve até um pequeno recuo nesse indicador (de 900 toneladas para 887 toneladas), mas ele se manteve em nível muito alto na série histórica analisada. (Com informações G1)