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Apreensão de armas de fogo pode bater recorde no Acre em 2017, diz pesquisa

Apreensão de armas de fogo pode bater recorde no Acre em 2017, diz pesquisa

Não há dia que as polícias não apreendam armas de fogo no Acre. Levantamento do jornal OPINIÃO mostra que entre o dia 27 de dezembro de 2016 até este sábado, 19 de março de 2017, foram apreendidas 73 armas de fogo em diferentes municípios, mas principalmente em Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Brasiléia. Mantida a média, as apreensões serão recordes este ano.

Estudos do Ministério da Justiça indicam que o Acre está entre os Estados de grande circulação de armas de fogo legais e ilegais: 9,56 a 19,39 armas a cada 100 habitantes. Os números se baseiam na Campanha do Desarmamento.

Uma das últimas apreensões em Rio Branco ocorrer na noite da última sexta-feira, 18, quando homens do 5º Batalhão de Polícia Militar conseguiram interceptar uma dupla com armas de fogo e coletes balísticos enquanto tentavam assaltar um motel da cidade.

Ao ver a patrulha, o bando correu, saltando muros e seguindo em direção a uma região de mata. A perseguição terminou com a prisão dos suspeitos. Com eles estavam uma pistola 9 milímetros, com seis munições intactas e uma escopeta calibre 12, além de dois coletes balísticos de uso policial. Um dos detidos é menor de idade.

A apreensão de armas tem sido maior que o de drogas em 2017, segundo mostra o levantamento. A Secretaria de Segurança Pública do Acre foi consultada mas não confirmou os números até o fechamento da reportagem.

No começo de fevereiro, a Polícia Federal cumpriu dezenas de mandado de prisão e descobriu que as facções tinham “arrecadado” até aquela data cerca de R$1,5 milhão para seus grupos adquirem armas. O investimento pesado nesse “instrumento de trabalho” indica o estabelecimento de grandes negócios do sindicato do crime no Acre, especialmente das alas ligadas ao PCC.