Após um vídeo que mostra uma suposta adulteração de gasolina em um posto de Rio Branco viralizar nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) anunciou na sexta-feira, 29, que ingressará com uma ação na Justiça acreana para responsabilizar o autor da gravação e as pessoas que a compartilharam. A medida foi anunciada durante uma entrevista coletiva, onde os dirigentes garantiram que o produto não sofreu alteração.
De acordo com o advogado do Sindepac, Marcel Chaves, o autor da gravação/publicação e diversas outras pessoas que replicaram o vídeo já foram identificados e denunciados na Polícia Civil por crime cibernético. Entretanto, o jurista não especificou a tipificação que a suposta infração cometida por essas pessoas se encaixa. Até o início do mês que vem, uma ação será ingressada no Judiciário com o intuito de responsabilizar pelo que ele classificou de “Fake News”.
“Já registramos o Boletim de Ocorrência (B.O) para indiciar criminalmente os envolvidos. A previsão legal de crime de internet é de penalidade criminal e cível tanto como pena pecuniária como privação de liberdade. Ontem [28] novos vídeos foram publicados. Duas pessoas foram no mesmo posto e depois de abastecerem voltaram ao local gravando vídeo afirmando que tiveram problemas nas respectivas motocicletas. Elas também foram denunciadas no B.O”, disse Chaves.
Segundo o advogado, tanto na primeira situação quanto no segundo caso, o das pessoas que abasteceram as motocicletas, testes com a gasolina vendida foram feitos e comprovaram a qualidade do produto. Diretor Sindical do Sindepac, Delano Silva explicou que o primeiro vídeo surgiu após o autor da gravação questionar a qualidade do produto adquirido, ele alegou problemas no veículo. Com isso, uma análise foi feita na presença dele para refutar a denúncia.
“O vídeo publicado mostra o fim do teste de qualidade feito com o cliente. Ele gravou somente o descarte da gasolina averiguada no tanque do posto, procedimento definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis [ANP], e publicou afirmando que o produto estava sendo alterado. Esse é um procedimento normal e a pessoa se aproveitou da situação para espalhar uma notícia falsa. Isso causou somente vários transtornos à empresa”, destacou o diretor.
Silva declarou que ofícios foram enviados ao Ministério Público do Acre (MP-AC), Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-AC), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para a realização de novos testes de qualidade por esses órgãos no posto onde a suposta adulteração teria sido feita. A ideia é fazer o mesmo procedimento nos demais postos espalhados por Rio Branco.
Presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre, Karyenne Machado afirmou que é praticamente impossível que os combustíveis comercializados no local onde o vídeo foi gravado e nos demais estabelecimentos do estado sejam adulterados. “Nunca tivemos conhecimento desse tipo de atitude ou casos comprovados. É quase inviável uma adulteração ser feita porque regularmente os postos são fiscalizados por uma série de órgãos estaduais e federais”, finalizou.



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