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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Após vídeo de suposta adulteração de gasolina, sindicato diz que acionará Justiça

Após um vídeo que mostra uma suposta adulteração de gasolina em um posto de Rio Branco viralizar nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) anunciou na sexta-feira, 29, que ingressará com uma ação na Justiça acreana para responsabilizar o autor da gravação e as pessoas que a compartilharam. A medida foi anunciada durante uma entrevista coletiva, onde os dirigentes garantiram que o produto não sofreu alteração.

De acordo com o advogado do Sindepac, Marcel Chaves, o autor da gravação/publicação e diversas outras pessoas que replicaram o vídeo já foram identificados e denunciados na Polícia Civil por crime cibernético. Entretanto, o jurista não especificou a tipificação que a suposta infração cometida por essas pessoas se encaixa. Até o início do mês que vem, uma ação será ingressada no Judiciário com o intuito de responsabilizar pelo que ele classificou de “Fake News”.

“Já registramos o Boletim de Ocorrência (B.O) para indiciar criminalmente os envolvidos. A previsão legal de crime de internet é de penalidade criminal e cível tanto como pena pecuniária como privação de liberdade. Ontem [28] novos vídeos foram publicados. Duas pessoas foram no mesmo posto e depois de abastecerem voltaram ao local gravando vídeo afirmando que tiveram problemas nas respectivas motocicletas. Elas também foram denunciadas no B.O”, disse Chaves.

Segundo o advogado, tanto na primeira situação quanto no segundo caso, o das pessoas que abasteceram as motocicletas, testes com a gasolina vendida foram feitos e comprovaram a qualidade do produto. Diretor Sindical do Sindepac, Delano Silva explicou que o primeiro vídeo surgiu após o autor da gravação questionar a qualidade do produto adquirido, ele alegou problemas no veículo. Com isso, uma análise foi feita na presença dele para refutar a denúncia.

“O vídeo publicado mostra o fim do teste de qualidade feito com o cliente. Ele gravou somente o descarte da gasolina averiguada no tanque do posto, procedimento definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis [ANP], e publicou afirmando que o produto estava sendo alterado. Esse é um procedimento normal e a pessoa se aproveitou da situação para espalhar uma notícia falsa. Isso causou somente vários transtornos à empresa”, destacou o diretor.

Silva declarou que ofícios foram enviados ao Ministério Público do Acre (MP-AC), Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-AC), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para a realização de novos testes de qualidade por esses órgãos no posto onde a suposta adulteração teria sido feita. A ideia é fazer o mesmo procedimento nos demais postos espalhados por Rio Branco.

Presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre, Karyenne Machado afirmou que é praticamente impossível que os combustíveis comercializados no local onde o vídeo foi gravado e nos demais estabelecimentos do estado sejam adulterados. “Nunca tivemos conhecimento desse tipo de atitude ou casos comprovados. É quase inviável uma adulteração ser feita porque regularmente os postos são fiscalizados por uma série de órgãos estaduais e federais”, finalizou.