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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Após subida das águas, Rio Acre chega à cota de alerta

O Rio Acre ultrapassou na segunda-feira, 21, a cota de alerta, chegando aos 13,76m. As águas subiram rapidamente, chegando a ter uma variação de 3m entre o sábado, 19, e ontem. 

O aumento repentino se deve, principalmente, pela grande quantidade de chuvas no período, totalizando 130mm. Até o dia 21, o volume de chuvas no mês de fevereiro é de 310 milímetros, enquanto o esperado para o período era de 299.

A Defesa Civil começa a se movimentar e a preparar o Parque de Exposição, limpando o terreno caso seja necessário realizar a remoção das famílias. 

“As famílias começam a ser atingidas após os 14 metros, temos, infelizmente, uma previsão de que esse nível pode acontecer em breve, ainda no dia de hoje ou amanhã. Estamos com equipes no parque de exposição já trabalhando na limpeza e no início de construção de abrigos. Então, está tudo dentro do planejamento do plano de contingência para atender essas famílias que por ventura serão atingidas”, disse o major Falcão, chefe da Defesa Civil.

“A água já chegou a três quartos da altura da casa, quase no teto, e a casa é elevada”, revela um morador preocupado

Uma das famílias que frequentemente são atingidas pelas águas é a de Emanuel Santana, de 22 anos. Morador no Bairro Quinze, ele conta que cerca de dez anos sofre com as alagações. “Não teve um ano desde 2012 em que eu não tive medo. É um perigo real, e todos os anos em que não alaga, é sempre por pouco. Além da força das águas, tem a questão das doenças e da possibilidade de tomar um choque, essas coisas. Todo início de ano é a mesma apreensão, e quando o período passa, é planejar pro ano seguinte.”, relata Emanuel.

O jovem conta que, por sorte, a água sempre se aproxima pela manhã, então sempre é possível realizar a retirada de móveis e demais pertences do local. 

“Sempre deu tempo de tirarmos tudo de casa, porque moramos no meio da rua. Em todas as vezes que alagou, a água sempre chegava no início do dia, de madrugada ou pela manhã, o nível da água subia devagar, então dava tempo de arrumar tudo e sair. Nós sempre ficamos na casa de amigos da minha mãe, nunca fomos para um abrigo, nunca precisamos de assistência do governo”, disse.

E acrescentou: “em 2014, se não me engano, durou só duas semanas, mas voltamos em três semanas pra dar tempo de estar seguro A água já chegou a três quartos da altura da casa, quase no teto, e a casa é elevada”, revela ele ao contar que as águas chegaram a 2,5 metros dentro de sua residência”.