Hugo Costa
Após a chacina que vitimou seis pessoas na Estrada Transacreana, a execução de um jovem no Ramal Bom Jesus, bairro Vila Acre, ambos no último sábado, 18, e a fuga de 26 presos do Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde (FOC) nesta segunda-feira, 20, o Estado do Acre pedirá intervenção federal na Segurança Pública.
A medida foi anunciada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em exercício, Ricardo Brandão, em coletiva de imprensa.
“Vamos fazer um terceiro pedido. Não precisamos de intervenção, precisamos apenas da presença das instituições federais no Acre”, esclareceu Brandão durante o encontro com a imprensa local realizado na manhã de hoje na Casa Civil.
Coronel da Polícia Militar (PM-AC), o secretário em exercício contou que ao longo de 2019 o Estado acreano oficializou dois pedidos de auxílio na execução de ações contra a criminalidade diretamente à Presidência da República.
De acordo com ele, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre acionará a Polícia Federal (PF), o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública – Regional Norte (CIISPR-Norte), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Ministério Público do Acre (MP-AC) para apoiar as atividades ostensivas e de inteligência na tentativa de dar uma resposta eficaz à população.

Entretanto, o gestor não especificou se a Força Nacional e outros órgãos serão acionados no apoio.
Brandão afirmou ainda que ficou definida a criação de dois gabinetes institucionais para lidar com a alta da violência no início deste ano no estado. O Gabinete de Gerenciamento Operacional definirá ações estratégicas que serão desenvolvidas em conjunto. Já o Gabinete de Crise acompanhará a situação nas cidades.
O governo não descarta que a fuga no FOC tenha relação com do presídio na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na madrugada de domingo, 19.


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