
“Nós estávamos submissos ao poder Executivo”. Esse foi um dos trechos importantes do discurso da presidente da Câmara Municipal de Boca do Acre, Taísa Onofre, durante a abertura oficial dos trabalhos do Poder Legislativo no ano de 2023. A majoritária da mesa-diretora da CMBA, não poupou palavras contra a falta de gestão que existe e é flagrante por parte do prefeito Zeca Cruz, listando problemas simples e crônicos que são ignorados e nunca resolvidos.
Quando as críticas começaram a fluir na fala da vereadora, o secretariado e demais cargos comissionados, convocados pelo prefeito a comparecerem ao recinto, esvaziaram o local, talvez como forma de protesto ao que dizia Onofre, o que também poderia ser visto como apoio e blindagem ao prefeito. Fez parte da comitiva que deixou as dependências da Câmara, a primeira-dama do município.
Sem se intimidar, e muito menos se preocupar com a atitude dos inconformados, a vereadora foi mais além: “Não existia vereador nessa cidade”, referindo-se aos seis anos de mandato de Zeca Cruz, que sempre deteve o domínio completo e absoluto, fez e desfez, pintou e bordou, atuou como quis sem nunca ser incomodado.
Olhando nos olhos do prefeito, a presidente questionou: “Como iríamos trabalhar se o senhor não nos atendia, se o senhor não nos recebia, prefeito?”
“Como nós poderíamos atender alguma reinvindicação, se o senhor não nos dava essa abertura, e a agora o senhor vem dizer que vai precisar da nossa ajuda”, disse a parlamentar.
“Pois agora o Poder Legislativo existe nesse município. A bandeira do Legislativo é defender os interesses da população de Boca do Acre. Fique tranquilo, pois o que for bom e legal, nós iremos aprovar, mas o que não for legal, não for certo, eu e meus pares não iremos aprovar”, finalizou a presidente.


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