
Com as chuvas voltando a cair, o bocacrense enfrenta novamente um cenário de abandono nas vias urbanas. Enquanto a promessa de asfalto não sai do papel — talvez apenas em 2026 —, a população segue refém da lama e da falta de infraestrutura.
As primeiras chuvas do mês já bastaram para expor uma dura realidade que há anos se repete em Boca do Acre: ruas intransitáveis, lama por todos os lados e promessas políticas que, até agora, não chegaram ao chão — literalmente.
Em praticamente todos os bairros da cidade, os moradores sofrem para sair de casa depois de uma chuva. O que deveria ser uma rua se transforma em um verdadeiro lamaçalm, sem contar aquelas que mais parecem uma tábua de pirulitos, de tantos buracos. Em alguns trechos, moradores relatam que precisam colocar sacolas plásticas nos pés para conseguir caminhar.
A Estrada do Piquiá, principal ligação, é um dos pontos mais críticos. Com as chuvas, a estrada se torna quase intransitável, dificultando a passagem de veículos. Os motociclistas em especial, são os que mais sofrem, pois precisam se elibrar no chão escorregadio, e ainda contam com a falta de educação dos motoristas de carro, que não diminuem a velocidade e banham dão verdadeiros banhos de lama.
Quem precisa ir ao trabalho, à escola ou buscar atendimento médico enfrenta uma verdadeira prova de resistência.
Enquanto isso, a solução encontrada pela prefeitura — e que segue o mesmo padrão das gestões anteriores — é o uso de barro e uma pequena quantidade de piçarra para tapar buracos, o que tem se mostrado uma medida temporária e ineficaz. Em pouco tempo, as “melhorias” desaparecem sob o efeito da chuva, e o problema retorna ainda pior.
Mais de 20 milhões
Apesar do cenário de descaso, há esperança no papel. Convênios estaduais e federais, que somam mais de 20 milhões de reais, já foram firmados para obras de pavimentação em Boca do Acre. A dúvida que paira sobre os moradores é se esses recursos realmente serão aplicados corretamente ou se seguirão o destino de convênios passados — marcados por confusão, atrasos e falta de transparência, como ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Zeca Cruz.
Enquanto o tão esperado asfalto não chega — promessa que pode se concretizar apenas em 2026 —, o povo bocacrense vai encarar mais uma invernada de sofrimento, convivendo com buracos, lama e promessas que escorrem junto com a chuva.


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