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sábado, 4 de julho de 2026
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Amazonas se prepara para possível seca severa e comércio reforça estoques antecipadamente

Mesmo antes do pico da cheia dos rios amazônicos, previsto para julho, o Amazonas já começou a se preparar para a possibilidade de uma seca severa no segundo semestre de 2026. A preocupação é baseada em projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que indicam uma estiagem intensa e prolongada, capaz de impactar diretamente a navegação e o abastecimento de mercadorias em Manaus e nos municípios do interior.

Diante do cenário, empresários do setor comercial iniciaram um movimento de antecipação de compras e reforço dos estoques para reduzir possíveis prejuízos causados por dificuldades logísticas, semelhantes às enfrentadas durante os períodos de seca extrema registrados nos últimos anos.

Segundo o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, a principal preocupação das autoridades está relacionada ao transporte fluvial, considerado essencial para a circulação de produtos e suprimentos em grande parte do estado.

A Associação Comercial do Amazonas (ACA) solicitou ao governo estadual a adoção de medidas semelhantes às implementadas durante a estiagem de 2024. Entre as propostas apresentadas está o parcelamento do ICMS incidente sobre produtos adquiridos antecipadamente para formação de estoque.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) também defende a adoção de medidas preventivas e incentivos fiscais para minimizar os impactos econômicos da seca. De acordo com o presidente da entidade, Aderson Frota, a antecipação das compras é uma estratégia necessária, mas pode comprometer o fluxo de caixa das empresas.

Reflexos podem chegar ao Acre

A possível estiagem severa também é acompanhada com atenção por municípios acreanos que dependem da navegação nos rios da região. Em cidades como Boca do Acre, localizada às margens do rio Purus e na divisa com o Acre, períodos de seca costumam afetar o transporte de pessoas, mercadorias e combustíveis, além de provocar impactos econômicos nas comunidades ribeirinhas.

Autoridades e representantes do setor produtivo defendem que o planejamento antecipado é fundamental para reduzir os efeitos de uma eventual nova crise hídrica na Amazônia durante os próximos meses.

Foto: Praia do bairro São Paulo, às margens do rio Purus, em Boca do Acre, em frente ao bairro Praia do Gado. Fonte: Jornal Opinião.