Já ouvi que às vezes a gente precisa mais do passado que do futuro. Lá, conseguimos nos “reconectar” com nossa história. O passado sabe bem quem somos.
Nesse mergulho, sem querer reviver o passado, mas pensar um futuro, hoje me proponho o desafio de escrever sobre um jovem, que liderou e andou os quatros cantos do estado buscando inspiração e compartilhando seu sonho.
O ano era 1998, o Estado do Acre chegava ao fundo do poço: salários de servidores atrasados, estrutura pública sucateada, abandono total e falta de princípios básicos da gestão pública como a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência.
Por mais que precisemos do passado para poder imaginar um futuro, não podemos esquecer que o melhor sempre está por vir. E Veio! Somos parte do que ocorreu, o jovem se multiplicou.
O Acre vive uma nova realidade. A oportunidade de reescrever nossa história foi conquistada nas urnas. Resultado da união do povo e da maior frente de partidos já construída em uma eleição, a Frente Popular do Acre. Aliás, a primeira vitória desse jovem que soube ouvir as diferenças e, principalmente, uní-las.
Bens públicos restaurados e revitalizados, investimentos em saúde, educação e segurança. Estrutura pública com recursos e servidores com salários em dia. A reestruturação administrativa com planos de cargos e carreira. Fomento do extrativismo com foco na produção familiar e fortalecendo a agropecuária, promovendo distribuição de renda.
Sonhamos e realizamos. Fizemos Juntos!
Para Edgar Morin, um dos principais pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos do campo de estudos da complexidade, “não há conhecimento que não esteja ameaçado pelo erro e pela ilusão”. Com essa afirmação, considerando a recente história política, social e econômica do Acre, mesmo diante de vitórias e realizações, é preciso uma avaliação sem ilusões que reconheça os erros e não subestime o problema.
Para enfrentá-los, sem saudosismo, mas com a intenção de nos reconectar com o que somos, precisamos da história. Só assim, podemos pensar no futuro que queremos.
Nesse ponto, no qual o futuro já não nos parece tão longe, quais são os nossos sonhos?
Depois de quase 20 anos, o “jovem” presente e o passado continuam guardiões das nossas memórias.
Eles nos mostram o caminho, a forma de que “um sonho que se sonha sozinho permanece apenas um sonho. Um sonho sonhado junto pode tornar-se realidade”.
Sonhar alimenta a esperança que, sim, é possível continuarmos realizando as mudanças. Juntos vamos longe!
E o jovem? Está dentro de cada um de nós. Vivo, vibrante e pronto para lutar pelo Acre.
Alexandre Nunes é administrador e publicitário, pós-graduado em Comunicação Digital pela FASB e Master in Business Administration pela Universidade Gama Filho


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