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Amanhã é Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência

Por Manoel Façanha

Em várias cidades do Brasil, panfletagens, atos, manifestações ocorrem nesta sexta-feira, 22 de março, o dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

A data marca a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil contra o fim do direito à aposentadoria, que é o que vai acontecer se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL), for aprovada pelo Congresso Nacional, onde está tramitando.

O ato segue a agenda de protesto e mobilização para alertar a classe trabalhadora e conscientizar a mesma sobre a realidade do Brasil – de ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. A presidente da Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT/AC), professora Rosana Nascimento explica que o ato será um esquenta para uma greve geral que deve acontecer, caso Bolsonaro insista em aprovar a reforma da Previdência.

Rosana explica ainda que CUT-AC e demais sindicatos estão buscando debater Reforma da Previdência com a sociedade e o parlamento municipal e estadual. “Iremos encaminhar ofício aos poderes legislativo municipal e estadual, assim como procurar nossos deputados federais e senadores para discutir a reforma”, diz a sindicalista.

Veja a proposta governista

Entre as principais perversidades da proposta estão a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício. A PEC da reforma da Previdência ainda traz a possibilidade de ser implantado o regime de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas.