Vestidos de camisetas pretas em sinal de protesto, alunos, professores e servidores do Instituto Federal do Acre (Ifac), Campus Xavier Maia, realizaram em Rio Branco, nesta segunda-feira, 6, uma manifestação contra o anúncio do governo federal do corte de 30% do orçamento destinado as universidades públicas e institutos federais do país. O possível bloqueio trará prejuízo de cerca de R$ 5,8 milhões para a instituição de ensino.
A mobilização faz parte do movimento nacional contra o corte de verbas para as universidades.
A presidente do Grêmio Estudantil do Ifac, Karla Viera, explica o objetivo da manifestação e diz que outras atividades já estão programadas. “Esse foi o ponta pé inicial do que a gente pretende fazer. Combinamos com os alunos para todos irem de preto para chamar a atenção, e junto com os servidores e professores conseguimos juntar um número bastante expressivo de pessoas. Vamos ter um cronograma extenso de mobilização até o dia 15, que é a data da paralisação geral”.
A representante dos estudantes diz ainda que os alunos do Ifac não vão ficar parados diante desta grave situação, que lutam por uma educação pública, gratuita e de qualidade e que com esse corte o Ifac ficará desestruturado, podendo até não iniciar o segundo semestre. Ela relata que os alunos ficaram indignados e resolveram se posicionar contra essa decisão.
Sobre o Ifac
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), parte integrante da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica tem como função social formar profissionais qualificados, com foco na competitividade econômica e a geração de novas tecnologias, buscando respostas ágeis e eficazes às demandas crescentes por formação profissional no Estado do Acre, oferecendo suporte aos arranjos produtivos locais, promovendo pesquisa aplicada e a difusão desses conhecimentos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região.
No Estado do Acre o Ifac é o único Instituto presente. Trata-se de uma Instituição recente, com oito anos de existência. Atualmente atende mais de 7.000 alunos em cursos presenciais, com 6 Campi distribuídos nas 5 regionais do estado, 16 cursos superiores e 30 cursos técnicos integrados e subsequentes, possibilitando formação profissional e superior a jovens e adultos no interior do Estado. No seu projeto de criação é previsto uma estrutura de 450 docentes, 450 Técnicos Administrativos, para atender até 8.000 matrículas.


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