A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na segunda-feira, 17, uma audiência pública no qual debateu a situação da BR 364.
Além dos deputados estaduais, o evento contou também com a presença de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT-AC), Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre), da Polícia Rodoviária Federal, da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), prefeitos e empresários.
Compareceram ainda ao debate os deputados federais Coronel Ulysses (União), Roberto Duarte (Republicanos) e Eduardo Veloso (União) também marcaram presença na reunião.
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB), presidente da Aleac, destacou a importância do debate. “Essa discussão sobre a BR 364 é muito necessária. Manter as obras nessa rodovia deve ser prioridade, essa estrada é muito importante para o Acre e para o Vale do Juruá, ela não pode fechar de jeito nenhum”, disse Gonzaga.
O superintendente do DNIT no Acre, Carlos Moraes, fez uma apresentação de slides acerca das obras de reconstrução que foram realizadas ao longo dos anos, bem como da atual situação da rodovia. Ele apresentou, ainda, uma lista com possibilidades de solução da estrada.
“A BR 364 é problema crônico do Estado, antes porque ela não existia, e atualmente porque não oferece um serviço de qualidade com segurança e conforto para os seus usuários. Todo esse problema envolvendo essa estrada não é à toa, tem uma série de coisas que corroboram para que a rodovia seja ruim como uma implantação não bem-sucedida por exemplo, a dificuldade de logística, o solo que é muito ruim, o subfinanciamento, dentre outras coisas”, enfatizou.
Moraes falou também sobre os projetos em andamento para reconstrução da rodovia no Acre. Ele frisou que está previsto no Orçamento para este ano um investimento de R$ 207 milhões para as obras da BR-364. Pontuou ainda que nos últimos quatro anos (2019-2022), os orçamentos destinados à rodovia caíram drasticamente com relação a 2018. Para se ter uma ideia, em 2018, o orçamento foi de R$ 185 milhões. Já em 2019, caiu para R$ 113 milhões. Em 2020, R$ 102 milhões. Os anos de 2021 e 2022 os orçamentos foram: R$ 127 milhões e R$ 92 milhões, respectivamente.
“A BR-364 precisa de duas importantes ações. A primeira é a manutenção que não pode parar. A segunda linha é a reconstrução. Nós precisamos urgentemente de um Plano de Reconstrução dessa estrada, a nossa bancada precisa abraçar essa causa. Outra coisa, já temos projetos contratados, mas se trata de uma obra complexa e a gente não pode errar. Então não pode ter pressa para não cometermos erros”, disse.
O superintendente disse ainda que o projeto de reconstrução do trecho entre Sena Madureira a Feijó está previsto para iniciar no final do ano ou início de 2024. “Vamos tentar correr com a licitação para que no verão de 2024 já inicie as obras de reconstrução do trecho entre Sena e Feijó”, concluiu.
O empresário Jarbas Soster, dono da empresa MSM Industrial que atua na manutenção da BR-364, falou em nome das empresas do Estado. Ele relatou as dificuldades que as empresas têm encontrado para operar na BR 364, principalmente nos trechos de Sena Madureira em diante.
“Um dos problemas que a gente mais enfrenta é referente a escassez da mão de obra. Outra questão, é com relação aos preços elevados dos insumos que a maioria deles vem de Rondônia e Manaus. O material sai muito caro. O Acre já quebrou muita empresa por conta disso, é tudo muito difícil. Sem falar na grande deficiência de logística”, disse.
Jarbas salientou que o principal problema da BR-364 é a defasagem dos contratos. “A questão é logicamente o preço. O preço que o órgão se propõe a pagar, o preço máximo não atende mais os custos que estamos tendo para atender essas obras. Cada medição é no vermelho. Nós estamos tirando dinheiro de outra área para colocar no Dnit”, disse o empresário. (Com informações da Agência Aleac)


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