
Por Hugo Costa
Os consumidores devem se preparar para o reflexo da inflação nas hortaliças, em especial o tomate. Na capital, o valor do quilo chega na casa dos oito reais e afasta compradores.
Os preços de comercialização desse produto nos principais mercados atacadistas do país nunca estiveram tão altos. O aposentado José Antônio, reclama, “além de tá muito caro, a qualidade do tomate não tá boa, tá mole, se eu cortar isso aqui fica só a água, vou levar não”, disse.
“Agora estou substituindo o tomate por verduras e legumes mais baratos. Quando quero fazer um molho utilizo o extrato de tomate industrializado”, disse a consumidora Marcela Belmont.
No mês passado, a elevação foi registrada em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) pesquisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E a tendência é que os preços continuem aumentando, como aponta o 4º Boletim Prohort.

As chuvas intensas e o calor fazem com que o fruto apresente manchas e perecibilidade acentuada, o que, muitas vezes, provoca descarte por parte do produtor, reduzindo ainda mais a oferta.
Apesar de ser considerado por muitos um legume, o tomate é uma fruta. O alimento é rico em nutrientes e fonte de vitaminas A, B e C além de sais minerais, fósforo, ferro, potássio, magnésio e cálcio.


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