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domingo, 5 de julho de 2026
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Acre tem mais de 700 ocorrências de incêndios ambientais e focos de calor, revela Bombeiros

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) revelam que do dia 1° de janeiro até a última segunda-feira, 24, mais de 700 ocorrências relacionadas a incêndios ambientais e focos de calor foram registradas no estado. Desse total, a corporação atendeu a 325 chamadas para controlar incêndios ambientais, quando há chamas de grandes proporções em extensas áreas de vegetações. Já os focos de calor (queimada de entulhos, queimadas urbanas e pequenos incêndios) correspondem a 410 casos de intervenções feitas pelas equipes da corporação em diversas cidades.

Major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão afirma que Rio Branco é a cidade que mais registra chamadas para combater incêndios urbanos. Tarauacá é o município acreano campeão de queimadas rurais e incêndios de grandes proporções seguido de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado em termos populacionais. E para evitar que esses números subam cada vez mais durante os próximos meses uma série de ações é desenvolvida em várias comunidades rurais e urbanas do estado para conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios.

Palestras, campanhas, orientações e reuniões com associações de moradores e de produtores rurais são algumas das iniciativas realizadas pelo Corpo de Bombeiros em parceria com órgãos como Defesa Civil Estadual, Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Pelotão Ambiental, Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa), Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), secretarias de Saúde do Acre (Sesacre) e de Rio Branco (Semsa), Defesa Civil Municipal e Secretaria de Meio Ambiente (Semeia). Todos participam do Plano de Contingência.

De acordo com o militar, as ações do plano de contingência, elaborado em novembro do ano passado, foram traçadas para se ter um bom gerenciamento de queimadas no Acre. “Vamos a diversos locais do estado a fora para esclarecer as pessoas de que elas não podem fazer a utilização do fogo para limpeza de terrenos, incineração de lixo doméstico ou entulhos e em outras situações. É crime queimar e em nenhuma situação, neste momento, é permitida a prática. Talvez, mais adiante, o Imac e Ibama façam essa liberação para produtores rurais de assentamentos”, explica.

Falcão lembra que essa concessão pode ser dada somente para agricultores que façam queimadas controladas para realizar pequenas plantações de alimentos. Segundo ele, as denúncias sobre queimadas em Rio Branco podem ser feitas a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia). Nos demais municípios as ocorrências podem ser reportadas a própria Polícia Militar do Acre (PM-AC). Questionado sobre o comportamento dos números, o militar dos Bombeiros afirma que atendência é de que as ocorrências aumentem a partir de julho devido a seca que afetará o estado.

A previsão é de que o número de ocorrências registrado até segunda pode ser alcançado em apenas um fim de semana durante o verão amazônico, período de poucas chuvas, altas temperaturas e vegetação seca. “Todo ano se repete a mesma situação. Apesar das campanhas, os esforços que empreendemos, as fiscalizações, multas e campanhas, as pessoas ainda têm a sensação de impunidade e fazem queimadas. Ainda temos os meses de julho, agosto, setembro e outubro pela frente. Estamos trabalhando arduamente para diminuir essas ações e os impactos”, garante Falcão.

O major lembra que além dos prejuízos ambientais, as queimadas causam doenças respiratórias nas pessoas; principalmente doentes crônicos, idosos, crianças e transplantados; e mortes por insuficiência respiratória, segundo ele quatro mil pessoas morrem no Brasil todos os anos devido as consequências das queimadas. “Fazemos de tudo para diminuir esses números. Mas é importante que as pessoas tenham consciência de que queimada é um mal que afeta diretamente a vida delas e não façam mais essa prática. É uma cultura que precisa ser extinta”, finaliza o militar.

Plano de Contingência

O Corpo de Bombeiros Militar já elaborou o Plano de Contingência para o verão amazônico, período de poucas chuvas e temperaturas elevadas na região entre o final de abril e o mês de setembro. Campanhas de conscientizações e formação de brigadas são algumas das ações previstas no documento que envolve outros diversos órgãos. As condições climáticas do período são favoráveis a constantes e elevados incêndios ambientais na área urbana e, principalmente, rural. Devido a isso, as ações preveem que a corporação realize formação de brigadas de combate a incêndios junto aos produtores rurais.