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domingo, 5 de julho de 2026
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Acre poderá enfrentar até nove ondas de calor por ano até 2050, aponta estudo

O Acre está entre os estados brasileiros que poderão enfrentar temperaturas extremas com maior frequência nas próximas décadas. Um estudo do Instituto Trata Brasil revela que, até 2050, o estado poderá registrar até nove ondas de calor anuais, intensificando os desafios relacionados às mudanças climáticas.

A pesquisa, intitulada “As Mudanças Climáticas no Setor de Saneamento: Como secas, tempestades e ondas de calor impactam o consumo de água?”, alerta para os efeitos dessa nova realidade, como o aumento no consumo de água e a aceleração da degradação de sistemas de abastecimento e saneamento. No Acre, 45% das cidades já estão classificadas como de “risco muito alto” diante das ondas de calor, especialmente aquelas que dependem exclusivamente de mananciais superficiais.

Impactos no saneamento e na qualidade da água
Os pesquisadores destacam que as altas temperaturas poderão comprometer a qualidade da água potável devido à proliferação de cianobactérias nos mananciais e à geração de odores nos sistemas de esgoto. Esses efeitos também podem agravar problemas já existentes, como a sobrecarga nas infraestruturas de saneamento, que são pressionadas pelo aumento na demanda de água em períodos de calor intenso.

Cidades de regiões como o interior de São Paulo, sudoeste de Minas Gerais, litorais de Pernambuco e estados como Ceará e Amazonas também foram apontadas como áreas de alto risco. No Acre, a combinação de fatores climáticos e geográficos torna os municípios ainda mais vulneráveis aos efeitos do aquecimento global.

Ações emergenciais
Diante desse cenário, especialistas defendem a necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento e tecnologias mais resilientes às mudanças climáticas. Além disso, a gestão hídrica eficiente será essencial para mitigar os impactos das ondas de calor e garantir a segurança hídrica das populações mais afetadas.

O estudo ressalta que a adaptação às mudanças climáticas não é mais uma opção, mas uma urgência. O cenário projetado para os próximos anos impõe a necessidade de políticas públicas e ações concretas para reduzir os impactos do aquecimento global no Acre e em outras regiões do Brasil.