O decreto de situação de atenção sobre a cheia do rio Madeira que interfere diretamente o Acre, por conta da BR-364, foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 15. A intenção é promover a articulação entre os principais atores envolvidos com a temática de recursos hídricos, acompanhar a evolução da cheia na bacia do rio e adotar medidas com vistas a prevenir ou minimizar os impactos esperados.
O acreano ainda recorda da situação vivida em 2014, quando em razão do transbordamento o Acre ficou isolado por terra.
Na prática, a situação de atenção significa que o plano de contingência, tanto da Defesa Civil do Acre quanto de Rondônia e das usinas, deve estar pronto para ser colocado em ação, explicou o major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão.
“O ponto mais crítico da BR-364 está na região de Mutum Paraná. Nesse local, estamos com uma folga de distância da pista de 79 centímetros, se chegar a 50 centímetros, temos que colocar o plano em ação”, detalhou.
Segundo o decreto, equipes da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e a Coordenadoria da Unidade de Situação da Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais e PGE deverão participar das reuniões relativas à Sala de Crise do Rio Madeira instituída pela Agência Nacional de Águas emitindo informes diários relativos à situação hidrometeorológica da bacia do Rio Madeira.
A Procuradoria-Geral do Estado também irá acompanhar as reuniões da Sala de Crise do Rio Madeira, e caso necessário, adotar medidas judiciais ou extrajudiciais para garantir o tráfego na BR-364.
Enquanto isso, em Porto Velho
O nível do rio Madeira recuou cinco centímetros nos últimos dois dias em Porto Velho, conforme informou a Defesa Civil Municipal. A previsão, de acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia em Rondônia (Sipam), é de que até a próxima semana o nível do rio deve continuar estável, ficando entre 16,40 metros.
No total, 12 famílias que moram em áreas de risco já saíram de casa. “Nós vamos continuar em campo monitorando o rio Madeira. As famílias que desejarem sair de suas casas, nós vamos dar apoio a ajudá-las na mudança”, disse o gerente de operações da Defesa Civil, Rogério Félix.
Félix ainda informou que na quinta-feira, 14, uma reunião foi realizada entre prefeitura, governo do Estado, representantes da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Defesa Civil, Sipam entre outros órgãos para discutir sobre a enchente de 2019.
Os bairros das áreas ribeirinhas urbanas como o Nacional, Triângulo, Balsa, Beco do Birro, Beco do Gravatal, Beco da Rede já estão sendo afetados pela cheia do Madeira. A cheia de 2019 também preocupa os moradores dos distritos de Nazaré, Calama, São Carlos e de algumas vilas no Baixo Madeira.
Com informações do Diário da Amazônia


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