O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 manteve, pela terceira vez consecutiva, o Acre na faixa de atenção, representada pela cor amarela. Os representantes afirmaram, nesta sexta-feira (18), que houve melhora em alguns indicadores, mas sem a mudança ideal para avançar para a faixa de cuidado, na cor verde.
O Acre está na faixa amarela desde o dia 5 de agosto, quando passou da fase de alerta, na cor laranja, para a atual. Na sexta avaliação do pacto, feita entre os dias 30 de agosto a 12 de setembro, o comitê destacou a importância do cumprimento das medidas sanitárias para evitar a proliferação do novo coronavírus.
“A pandemia não acabou, precisamos preservar as medidas de saúde para evitar a contaminação pelo coronavírus. As medidas são de extrema importância e vão ajudar para que a gente possa controlar os novos casos e internações. Tivemos mudanças boas nos indicadores, no entanto, essa evolução ainda nos permite manter na bandeira amarela”, destacou a coordenadora do Comitê, Karolina Sabino.
A próxima avaliação do Comitê está prevista para o dia 2 de outubro. Nesta sexta, o estado confirmou mais 226 novos casos e o número de infectados subiu de 26.716 para 26.942. Foi confirmada também mais uma morte nas últimas 24 horas. Com isso, o total de vítimas fatais da Covid-19 no estado chegou a 647.
Ainda segundo a coordenadora, o cenário ideal para avançar incluir uma redução nos números de todos os indicadores, melhora nas internações, notificações e número de mortes.
“Todo apoio da população com a adoção dessas medidas básicas vai ajudar de forma positiva para que avancemos nesse cenário” complementou Karolina.
Regiões:
- Alto Acre: Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri;
- Baixo Acre e Purus: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Senador Guiomard;
- Juruá e Tarauacá/Envira: Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Tarauacá.
O que pode continuar aberto
Na fase amarela podem reabrir: restaurantes, bares, pizzarias, sorveterias e outros estabelecimentos similares com 50% da capacidade; teatros, cinemas e apresentações culturais, como também evento religiosos, com 30% da capacidade.
Lojas de móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, comunicação, informática, áudio, vídeo e acolchoarias podem continuar funcionando com todos os protocolos sanitários e aumentando a capacidade limitada de 30% para 60%, além de delivery e drive-thru.
O aumento da capacidade também é válido para lojas de materiais de construção, empresas e obras do ramo da construção civil e demais estabelecimentos como olaria, cerâmicas, serraria, marcenarias marmoraria.
Feiras livres, comércios de rua, ambulantes e outros também seguem abertos seguindo as orientações de segurança. Para hotéis, shoppings, salões de beleza e motéis a capacidade de funcionamento também aumentou de 30% para 60%.
Mudanças
As academias de ginástica e os encontros religiosos só estavam autorizados, inicialmente, a abrir apenas na fase verde e amarela, respectivamente, mas, o Comitê alterou a resolução e permitiu a reabertura das academias com restrição a partir do dia 24 de agosto.
Já os encontros religiosos foram liberados para acontecer também antes do tempo previsto, na faixa laranja, em julho, por determinação do governador Gladson Cameli, após muita pressão dos líderes religiosos.
Uso de máscara é lei
No dia 14 desta mês, o governador Gladson Cameli sancionou a lei que prevê multa de R$ 74,47 para quem for encontrado sem máscara nas ruas. Nesta sexta, o infectologista Thor Dantas reafirmou que, mesmo avançando para a faixa verde, a população vai precisar seguir as medidas sanitárias como: uso de máscara, distanciamento, higienização das mãos e isolamento social.
“A gente teve uma melhora dos indicadores e nos aproximamos de uma bandeira verde a qualquer momento. No entanto, é importante lembrar que mesmo que a gente chegue na bandeira verde em algum momento, o há o risco permanecer até que o vírus seja eliminado com uma vacina. O risco individual tem que ser uma preocupação de cada pessoa que não quer adoecer”, reafirmou.


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