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terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Ação de R$ 4 milhões: goleiro Bruno processa Band e apresentadora por suposta perseguição

O ex-goleiro Bruno Fernandes entrou com uma ação judicial contra a Band e a apresentadora Cátia Fonseca, pedindo uma indenização de R$ 4 milhões por supostos danos morais e violação do direito de imagem. Na ação, Bruno afirma ter sido alvo de uma espécie de perseguição por parte da emissora em reportagens relacionadas à sua vida e ao caso envolvendo Eliza Samudio.

O processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Segundo a defesa do ex-jogador, reportagens exibidas desde 2022 no programa Melhor da Tarde teriam contribuído para prejudicar sua imagem e dificultado a obtenção de novas oportunidades profissionais.

Por que Bruno processou a Band?

Na ação, o ex-goleiro questiona conteúdos jornalísticos e vídeos publicados pela emissora sobre sua trajetória e sobre o caso Eliza Samudio. Ele também cita declarações feitas por Cátia Fonseca durante o programa.

De acordo com Bruno, algumas manifestações da apresentadora teriam ultrapassado os limites da crítica e contribuído para a exposição negativa de sua imagem. Ele sustenta que a sequência de reportagens e comentários teria provocado prejuízos profissionais.

Além da indenização de R$ 4 milhões, Bruno pediu que a Justiça impedisse a Band de exibir determinadas reportagens relacionadas ao caso e de realizar novas menções a ele no programa.

Justiça nega pedido para retirar reportagens

A solicitação para impedir a veiculação dos conteúdos, porém, foi rejeitada pela juíza Juliana Gonçalves Figueira. Na decisão, a magistrada considerou que a liberdade de expressão e de informação deve ser preservada, especialmente quando não há demonstração de conteúdo evidentemente falso ou criminoso.

A juíza também avaliou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para determinar a retirada das publicações. A decisão destacou ainda que Bruno é uma pessoa pública e que o processo criminal relacionado à morte de Eliza Samudio teve ampla repercussão nacional.

O processo que pede a indenização ainda não teve julgamento definitivo.

Band e Cátia Fonseca não comentam processo

A defesa de Bruno foi procurada para comentar o caso, mas não respondeu aos contatos realizados. A Band e Cátia Fonseca informaram que não comentam processos judiciais em andamento.

O programa Melhor da Tarde também voltou a abordar a relação de Bruno com o filho no início de 2026. Atualmente, a atração é apresentada por Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto.

Relembre o caso Eliza Samudio

Eliza Samudio foi assassinada em 2010. Bruno foi condenado pela Justiça de Minas Gerais por sua participação no crime e apontado como mandante do homicídio.

Segundo as investigações, Eliza foi atraída para Minas Gerais sob a promessa de resolver uma questão relacionada à paternidade de seu filho. Na época, ela estava acompanhada do bebê recém-nascido.

O processo apontou que Eliza foi mantida em cárcere privado e posteriormente entregue a outros envolvidos no crime. O corpo da modelo nunca foi localizado.

Em março de 2013, o Tribunal do Júri de Contagem, em Minas Gerais, condenou Bruno a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, além de ocultação de cadáver.

Após cumprir parte da pena e passar um período em liberdade condicional, Bruno voltou a ser preso em maio de 2026 por descumprimento de medidas cautelares. Segundo as informações do caso, ele teria desrespeitado regras de recolhimento noturno e viajado ao Acre para disputar partidas de futebol profissional.

Com informações NDMais