Depois de visitar o Tribunal de Justiça do Acre, os deputados estaduais aportaram na Defensoria Pública do Estado do Acre. Consideram importante pedir desculpas aos órgãos pela aprovação do PL que alterou a LDO do Estado. Judiciário, MPAC e DPAC foram afetados com a mudança, haja vista que o acordado entre os Poderes durante apreciação da LDO 2020, em julho deste ano, cai por terra. Essa ‘cordialidade’ dos deputados não tem sido vista com bons olhos por alguns colegas de parlamento, que classificam como ‘politicagem’, principalmente, por um dos integrantes da ‘comitiva’ já ter se declarado pré-candidato a prefeitura de Rio Branco na eleição de 2020. Seja lá o que motivou de fato as visitas, considero o ato importante. Demonstra respeito entre os Poderes. O ideal seria que a ação partisse do Executivo. Afinal, não se pode deixar de lado o fato de que o governo empenhou sua palavra quanto aumentar os recursos e recuou. Embora também tenha o direito de recuar, uma explicação olho no olho era necessário. Mas, Gladson preferiu alterar a LDO e deixar todo mundo no vácuo. Postura de chefe do Executivo? Não! Mas, a posição lhe garante fazer o que quiser, infelizmente.
MOTIVO DA MÁGOA
Recentemente, o senador Sérgio Petecão (PSD) disse a imprensa que os deputados e senadores estavam com razão ao não aceitarem a proposta do governador Gladson Cameli (PP) em transferir a gerencia das emendas parlamentares ao governo. Nos bastidores comenta-se que a fala não agradou muito ao chefe do Executivo, razão que motivou a fala na qual diz que o senador seria um adversário.
TRANQUILO
Gladson tem o perfil de uma pessoa tranquila, que não se abate com argumentos contrários ao dele. Não creio que estaria chateado por Petecão não ter acatado a ideia acerca das emendas. Cameli já foi deputado federal e senador, portanto, bem sabe os compromissos que são assumidos com prefeituras do Estado contando exatamente com esses recursos. Não pode criticar quem opta por movimentar as suas emendas. Eles estão do direito de fazê-lo.
FORTALECIDO
O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, conseguiu enxugar a máquina municipal e manter o equilíbrio fiscal, o que tem lhe garantido honrar todos os compromissos assumidos. Essas ações fortalecem sua reeleição.
PARA VALER
A candidatura do empresário Jarbas Soster a prefeito de Rio Branco é mesmo para valer. Lideranças de dentro do Avante garantem que ele já cumpre até agenda nos bairros.
RESULTADOS
Quando foi anunciada saída do deputado Luiz Tchê (PDT) da liderança do governo, foi unanime o pensamento de que Gladson perdia um líder hábil e bem preparado. Mas, uma coisa não se pode negar, Gehlen Diniz (PP) se mostrou mais eficiente na função. A prova disso é que nesta semana a base tratou a oposição.
NA ONDA DA POPULARIDADE
Gladson não está nem aí se o criticam por suas ações atrapalhadas. Por ser popular entre os acreanos, se confia que seus erros serão sempre relevados. Não deveria esquecer que as vezes o jogo muda.
PARLAMENTAR ATUANTE
Que a deputada federal Jéssica Sales é uma das parlamentares mais atuante em Brasília, isso ninguém pode negar. Isso pode ser visto em suas ações. Tem conseguido a liberação de importantes recursos para municípios acreanos.
FOCANDO NA BASE
A ex-deputada Leila Galvão (PT) deve passar a eleição municipal do próximo ano se dividindo no apoio a candidatos a vereadores pelo PT nos municípios da região do Alto Acre. Quer com isso fortalecer a sua base eleitoral para a sua candidatura a Aleac, em 2022.
FORA DE COGITAÇÃO
Volta e meia ouço rumores de que o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT) vai sair candidato a prefeito de Rio Branco no ano que vem. Fora de cogitação! De igual forma a Ney Amorim, o petista está de olho na eleição de 2022.
MULHERES REPRESENTADAS
Em 2020, as mulheres vão estar representadas em duas candidatas a prefeita de Rio Branco: deputada federal Vanda Milani (SD) e a prefeita Socorro Neri (PSB).
ELEIÇÃO SÉRIA
Vanda Milani não brincou quando disse que disputaria a prefeitura de Rio Branco em 2020. Além de ser um desejo dela, também é exigência da direção nacional ter candidaturas majoritárias.
BOM PARLAMENTAR
O vereador Mamed Dankar (PT) está entre os parlamentares mais qualificados desta legislatura. É sério e compromissado com a demandas da população. Suas cobranças fazem parte da prerrogativa do parlamento. Não se pode criticá-lo por isso.
AVANTE
O AVANTE, partido comandado pelo militante Manoel Roque, tem tido dificuldade em compor um quadro de filiados. Muita gente acreditava que o ex-presidente do PHS levaria junto com metade do partido. Não rolou. O único que lhe acompanhou foi o vereador Juruna.
SITUAÇÃO DIFÍCIL I
A prefeita Socorro Neri (PSB) está em um mato sem cachorro. Enquanto não verbalizar se concorrerá ou não a reeleição verá o nome dela envolvido nos mais diversos rumores.
SITUAÇÃO DIFÍCIL II
Complicado também no que diz respeito as alianças. Corre o risco de perder a eleição devido os que poderão vir a caminhar ao seu lado.
DISPUTA MUNICIPAL
O Partido Progressista não perde tempo quando o assunto é a eleição municipal de 2020. Dirigentes marcam presença nos municípios fortalecendo a legenda e preparando-a para o processo eleitoral do próximo ano. Em Mâncio Lima, por exemplo, o partido já sinalizou a pré-candidatura de Silene Siqueira à prefeitura
DUREZA
Não será fácil Silene derrotar o atual prefeito, Isaac Lima, – que goza de grande prestígio junto à comunidade -, caso concorra à reeleição. O atual prefeito é irmão do deputado estadual Jonas Lima (PT), uma das mais fortes lideranças do Juruá. Em Mâncio Lima quem “reina” é a família Lima.
DERROTADA
Silene foi candidata à prefeitura de Mâncio Lima nas últimas eleições, ficando em segundo lugar com mais de quatro mil votos, obtendo mais de 42% dos votos válidos.
NO COMANDO
Cresce os rumores de que o deputado estadual José Bestene (PP) vai assumir o comando da Secretaria de Saúde do Estado. Isso se fortaleceu depois que ele e o governador Gladson Cameli foram juntos a Rádio Aldeia participar do programa “Fale Com o Governador”. Não creio que passe de rumores.
FRASE
“Rodrigo está sempre atendendo nossas demandas com presteza. Sou grato por ser tão bem recebido aqui e poder trazer os anseios do nosso povo”.
(Deputado Alan Rick, do DEM, ao falar sobre o pagamento de mais de R$ 2 milhões para a Educação do Acre)

TÃO ACRE
O DISCO VOADOR DO GUIMARÃES
A poderosa equipe do Rio Branco Football Club, temida por gregos e troianos, no final da década de 40 excursionou à simpática cidade boliviana de Cobija, naquelas demoradas viagens que se fazia de batelão, para disputar um quadrangular internacional. Como sempre conquistado pelo time encarnado e branco, como se dizia do clube de José de Melo.
Ficaram dirigentes e craques alojados no melhor hotel de Cobija, o Hotel Pando. Cidadezinha pequena, sem atrativos maiores, para o tempo passar melhor alguns atletas resolveram organizar um conjunto musical para o lazer nos momentos de folga dos jogos.
Pedro Sepetiba dedilhava seu inesquecível violão; Dudu, o terror das defesas adversárias, um cavaquinho; Arigó e Cidico, dois dinossauros das exibições futebolísticas daquela era de ouro, moviam o reco-reco e o pandeiro, respectivamente; Édison Martins e o Aluísio ensinavam às muchachas os requebros do hoje desconhecido samba-arrastão.
Certa manhã, antes do almoço, na calçada à entrada do hotel mandavam brasa na batucada, em show apreciado pelos bolivianos. Em dado momento, um, um quilométrico risco coriscante e telúrico risca o céu azul, de leste a oeste. O goleiro Eduardo Guimarães alopra em medonho berreiro:
– Meu Deus! É um disco voador! São os marcianos invadindo a Terra! Estamos lascados!
Tratava-se, soube-se depois, de um meteorito. Mas ao grito louco e sacana do Guimarães ocorreu debandada coletiva provocada pelo tal óvni, até que serenados os ânimos os desconfiados jogadores e curiosos foram voltando ao ponto inicial para prosseguir no batuque, sempre espiando o espaço celestial temerosos de repeteco do fenômeno. Notou-se a ausência inexplicável do Touca e do Dudu. Procura daqui, cata dali, enfim, ambos os craques foram localizados dentro de apertado banheiro, olhos esbugalhados, os calções molhados.
De mijo do medo.
SORRISOS
Campanha eleitoral de 1986, o folclórico João Barrão, azeitado pela boa grana do seu candidato, megafone na boca, na porta de sua casa, Rua Cunha Matos, no Segundo Distrito, diante da chusma de curiosos e perus bradava:
– Votem no Narciso para deputado federal e ganhem um sorriso!
A SÍNDROME
Pedro Veras de Almeida, – pai do sempre lembrado governador Edmundo Pinto -, quando se comenta sobre figurão que se mascara assim captura cargo importante e desconhece os amigos de ontem, não resiste a diagnosticar imediatamente a doença: “Ah! Isso passa, é enjoo das alturas!”.


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