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terça-feira, 23 de junho de 2026
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A nova mulher e a crise de identidade

A nova mulher e a crise de identidade

Por muito tempo nós mulheres estamos na busca de preenchermos o vazio de nossas almas.

Foram séculos de escuridão, e quando eu falo isso, falo de subjugação, medo de se expressar, a busca pela aceitação, por direitos, por espaço e, agora neste novo momento, por se encontrar naquilo que se é.

Tenho visto um movimento grande feito por nós mulheres para que pudéssemos realmente dar sentido às nossas vidas e preencher o vazio e a dependência que corroía a nossa alma.

Muitas terapias, cursos e imersões tornaram menor a distância para o maior de todos os encontros.

Muitos portais de energia foram abertos a fim de facilitar a descoberta de quem realmente somos. O mundo está mudando para que possamos nos libertar e deixar para trás um peso que já não é mais nosso.

MAS, o que tenho percebido é que chega um momento em que o movimento de busca “para” (te deixa de morno) para que nós, com as nossas conquistas internas, possamos traçar o caminho que realmente desejamos percorrer.

E aqui, mais uma vez, nos sentimos perdidas!

Dai vem aquela perguntinha básica: caminhei tanto pra que??? Para chegar até aqui e não saber o que fazer??? Nadei, nadei, nadei e vou morrer na praia??? Já percorri tantos lugares, adquiri um certo conhecimento, li livros, fiz o que me mandaram e ainda me sinto como se nada disso tivesse feito??? Oi, o que está acontecendo comigo????

Está acontecendo que a nova mulher quer independência, lugar e expressão, mas muitas vezes ela não sabe como fazer isso. É como se ela não soubesse mais o caminho a seguir.

Antes tínhamos em mente que deveríamos sarar nossas feridas, enxergar o ego, olhar para a maldadezinha que existia em nós. Tínhamos que reconhecer nossas qualidades, nos aceitarmos como somos, agradecermos, reconhecermos o valor de tudo e de todos que nos cercam.

E quando boa parte disso já foi feita? E quando já se caminhou demais?

Isso pode parecer muito louco, mas acredito que deva estar acontecendo com muita gente.

Passamos a vida toda servindo, seguindo a manada, sendo marionete da vida.

E agora que as amarras estão se soltando não sabemos o que fazer, como os escravos que pediram tanto a alforria e, num primeiro momento, muitos não souberam o que fazer com a liberdade, porque o cativeiro era a única coisa que eles conheciam.

E assim, estão muitas de nós!

Perdidas com a liberdade conquistada.

Refletindo a respeito disso tudo, cheguei à conclusão que só podemos usufruir da liberdade que conquistamos se tivermos IDENTIDADE.

A identidade é o sabor da liberdade, o tempero da comida que estava faltando.

É o que te dá rumo na vida, porque nela se concentra tudo aquilo que nos representa e que conversa com a vida.

Nela se concentra tudo que gostamos, nossas alegrias, as razões pelas quais vivemos , os significados.

Acordar sabendo o que queremos, o que nos preenche e pelo que trabalhamos não tem preço.

Quem tem identidade tem OURO nas mãos.

Servir o tempo inteiro, trabalhar para os outros (salvo algumas exceções) e viver em função de alguém, tira de nós qualquer possibilidade de termos uma identidade formada, de nos posicionarmos diante da vida.

Para se formar uma identidade temos que colocar a mão na massa e experienciar tudo aquilo que possa nos levar a realização dos nossos sonhos e desejos.

A formação de uma identidade é mais uma das fase do processo de cura.

É a fase decisiva para que possamos vivenciar o empoderamento tão desejado e uma vida farta de nós mesmas.

A nova mulher pede IDENTIDADE para que possa se relacionar com vida com inteireza.

Pense nisso.


Orientadora e influenciadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora da página @mulheres_xamanicas