“A mudança climática e as doenças foram geradas pela ação do homem”, alerta a Benki Piyãko em painel internacional sobre a Amazônia

A liderança chama atenção para o saber dos povos originários

A liderança indígena do povo Ashaninka do Acre, Benki Piyãko, destacou o papel dos povos originários na preservação do planeta e alertou para impactos ambientais causados pela ação do homem, durante sua fala no Webinar Diálogos da Restauração – Amazônia, nesta semana.

“Nossa terra está salva graças ao grande esforço de cada um de nós, irmãos Ashaninka. Somos exemplo de que é possível, sim, ajudar o planeta, a partir do momento em que trabalhamos com consciência. A mudança do clima, o surgimento de doenças e aquecimento global são consequências da ação do homem”, destacou Benki.

O Diálogo da Restauração na Amazônia é organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com a Conservação Internacional e a Aliança pela Restauração na Amazônia. O webinar discutiu os aspectos fundamentais para a conservação e restauração do bioma amazônico.

A liderança chama atenção para o saber dos povos originários. “Nós somos os maiores guardiões de todo esse conhecimento da floresta e temos alertado o mundo sobre os impactos no planeta. A ignorância do homem e ganância fazem com que coisas importantes sejam desperdiçadas. Precisamos é de consciência sustentável, pois os seres humanos mantam seu próprio espírito, quando destroem o que a natureza nos oferece”, salientou.

O Diálogo da Restauração na Amazônia é organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

Por fim, Benki elencou as atitudes sustentáveis que o povo Ashaninka desenvolve ao longo dos anos.  “A gente hoje tem dado esse pequeno exemplo, e eu carrego muito orgulho e felicidade de poder colocar na terra todo dia, pelas minhas mãos, uma planta, uma semente que fica ali marcada tanto no coração daqueles que nos escutarem quanto no coração de quem acredita que somos capazes de ajudar regenerar a Terra e cuidar”, disse, convidando às pessoas a agirem.

“Se não começarmos hoje, amanhã será mais um dia de sofrimento para nossas vidas. Precisamos cuidar de toda essa floresta que o mundo está destruindo”, finalizou.

Com informações da Associação Apiwtxa