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domingo, 28 de junho de 2026
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A dificuldade para ter flexibilidade nos comércios acreanos

GUILHERME LIMES

Durante este momento de pandemia, inúmeros comerciantes tiveram que se adaptar para tentar não adquirir prejuízos para os seus negócios. Ainda mais se levado em consideração que varias atividades comerciais tiveram que serem suspendidas seguindo as orientações de isolamento social, prevendo a não aglomeração de pessoas em locais públicos e privados de estabelecimentos considerados “não essenciais para o cotidiano”. 

Durante este mês de junho, o decreto estadual que prevê a suspensão de atividades não essenciais, estando a cumprir até a data do dia 15, vem sendo estudado por algumas autoridade do governo, com uma possível proposta de flexibilização para o retorno de alguma destas atividades na cidade. Entretanto não há nada confirmado pelo governo.

Levando-se em consideração ainda da continua suspensão provisória de determinados comércios, alguns tiveram que fechar seus negócios. Outros tiveram que desempregar alguns funcionários. A queda da clientela diminuiu devido a esta nova realidade, além de que alguns comércios acabaram se saindo prejudicados por não conseguirem se adaptar com a nova a situação.

Viabilizando este novo combate não apenas às estas novas circunstâncias tomadas pelo vírus Sars-CoV-2, contudo também pela realidade para permear nas vendas, conversamos com o proprietário de uma loja de materiais de construção da capital Rio Branco, Sondas Arruda.

De acordo com Arruda, houve sim uma dificuldade para tentar manter a realidade do comércio se comparada a antes da pandemia. Entretanto, o proprietário da loja, mesmo sabendo da realidade que vem prejudicando as relações financeiras e comerciais no Acre, concorda com o decreto que prevê o isolamento social.

“Temos que entender que neste momento é necessário o isolamento. Eu não sou a favor de abrir tudo agora. Mesmo nós termos que mudarmos a nossa maneira de trabalharmos, mesmo nós termos diminuído nosso faturamento, nosso lucro… Eu sou a favor do isolamento. Pois não podemos ver tanta gente adoecendo com os hospitais lotados e pessoas morrendo. Então nós somos a favor, e que o comércio continue da maneira em que está”, frisou Arruda.

O proprietário da loja de materiais de construção também reafirma a preocupação com seus funcionários. E que vem oferecendo material de higiene pessoal para prevenção, ou seja, máscaras, álcool em gel para que ainda permanecem executando suas funções em segurança. Além de que também estão sendo oferecidos materiais para higiene aos entregadores.

Conversamos também com uma ex-funcionária de uma loja de joias, Rute Nascimento, sobre como se encontrou esta situação de flexibilidade do comércio onde trabalhou.

De acordo com Nascimento, acabou sendo demitida de sua antiga função durante o funcionamento do estabelecimento, pois a loja onde trabalhava teve que se fechada. Entretanto, ainda chegou a trabalhar em casa, e também recebeu seus dois meses salariais realizando outra funções. 

“Depois destes dois meses, ela [a proprietária da loja de joias] esperava que tudo voltasse ao normal e não voltou”, esclareceu a funcionária após frisar que sua chefe a alertou que não conseguiria lhe pagar mais seu salário fixo devido a situação da pandemia, por isso foi demitida.

A ex-funcionária disse que continuou com as vendas no consignado, pois trabalhava com isto e também para loja. Entretanto notou que a loja a qual trabalhava, por já ter uma visibilidade com o público alvo nas redes sociais, conseguiu adquirir um faturamento até a mais, devido alguns clientes não conseguirem efetuar as compras fisicamente e assim acabam tendo um foco maior pelas redes.

“O que eu ganhava, não ganho mais… Porque antes eu já fazia as vendas fora, mas o meu salário não estava cortado. Automaticamente não consegui direito ao Auxílio Emergencial, devido as constâncias do imposto de renda de 2018, constando o movimento na minha conta”, esclareceu Nascimento.

Segundo Nascimento, ao comparar as vendas realizadas pela internet, a mesma não conseguiu um grande faturamento, por não ter previsto as proporções que a pandemia iriam tomar, sendo assim, por isso a loja a qual trabalhava por já ter experiência com o público da internet, não se saiu prejudicada.