
Não há outra palavra que, senão fatalidade, para definir o que aconteceu na zona rural de Boca do Acre, mais precisamente no km 146 da BR-317.
O trabalhador braçal José Jordão da Silva, de 49 anos, foi encontrado morto dentro da floresta, com sinais evidentes de enforcamento, mas que não se tratou de homicídio ou suicídio, mas como dito anteriormente, uma fatalidade.
De acordo com informações, na última quinta-feira, 26, Jordão saiu de casa para fazer coleta de castanha em um trabalho de extrativismo, mas não retornou. Como é de costume, a coleta da castanha acontece cedo da manhã e termina logo após o meio-dia.
Segundo informações, Jordão reside em Rio Branco, a capital do Acre, e estaria participando dessa coleta visando sustentar a família.No final da tarde, quando todos se reuniram no barracão, foi notada a ausência de José, então suspeitando que algo de ruim tivesse ocorrido, os amigos se reuniram e entraram na floresta em busca de Jordão.
As buscas foram realizadas até a uma da madrugada de sexta-feira, 27. No período da manhã, os amigos retornaram para a Floresta em busca do amigo desaparecido, quando se depararam com a pior cena de suas vidas.
José Jordão foi encontrado morto por enforcamento em um acidente de trabalho.
Segundo informações dos amigos, o jamaxim, ou balaio onde os ouriços de castanhas são depositados, teriam caído do trapiche ou burrão (estrutura construída de pedaços de pau) para apoiar o jamaxim, enquanto o catador suspende o balão pesado preso a uma tipoia, fixada na testa do carregador.
Ocorre que ao tentar levantar o balão cheio de ouriços de castanha, que chega a pesar entre 80 até 100kg, o saco escorregou, e a tipoia prendeu no pescoço da vítima, que não estava com um terçado por perto para cortar a tipoia feita de cipó, findou morrendo enforcado.
O corpo foi levado até o barracão do seringal onde era realizado o extrativismo.


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