Tudo o que se fala sobre o avanço da violência no Acre se confirma no Atlas da Violência 2018, lançando na manhã desta terça-feira, 5, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Acre é o 5º Estado de maior evolução nos homicídios entre 2006 e 2016, com aumento de 129% de mortes no período. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes é de 44,4, entre as maiores do País.
De acordo com o estudo, que analisa os números de homicídio no país entre 2006 e 2016, mais de 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no País. Se por um lado houve queda dos homicídios em sete Estados brasileiros, como São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, o índice de assassinatos cresceu nas demais unidades da federação nesse período – em cinco, a taxa mais do que dobrou.
É o caso do Rio Grande do Norte, que saltou de uma taxa de 14,9 mortes para cada 100 mil habitantes em 2006, para 53,4 em 2016 – crescimento de 257% na década. Também houve aumento intenso nos estados Sergipe (121,1%), Maranhão (121%) e Tocantins (119%)
Na avaliação do Instituto, para brecar a escalada de violência, o governo federal deveria investir em três pilares: promoção de políticas públicas efetivas, capacitação das forças policiais e investimentos em ações inovadoras.
As mortes de jovens por homicídio no Brasil cresceu 24,8% em dez anos –no Acre o aumento foi de 83%. No período, o estado registrou elevação drástica de 380,1%. Mesmo assim, até agora, diz o relatório, o governo local não trouxe soluções para atacar o problema.
Sobre a taxa de homicídio na população negra, o Rio Grande do Norte cresceu 321,1% na década, contra o aumento de 23,1% na taxa nacional.



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